Juro futuro termina o dia em baixa, sem liquidez

O mercado de juros passou o dia oscilando pouco, em torno da estabilidade. Apenas no fim do pregão de juros, quando o índice de ações Dow Jones, de Nova York, passou a operar no negativo, levando consigo a Bolsa de Valores de São Paulo, os juros domésticos ampliaram levemente a alta. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), fechou projetando taxa de 14,42% ao ano. No fechamento de ontem, este contrato projetava taxa de 14,40% ao ano. Considerando a queda do dólar no Brasil e a alta das ações na Bovespa (que perdurou até perto do fechamento dos juros), muitos operadores estranharam o fato de as taxas futuras não terem operado apenas em queda. E vêem resposta para isso na liquidez, que, embora melhor do que ontem, ainda é fraca. Os investidores, principalmente os estrangeiros, não estão muito dispostos para os negócios por enquanto. Isso provavelmente é fruto das muitas incertezas que ainda restaram após a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Existem temores de que o Fed tenha sido muito duro no aperto monetário antes, mas também receios de que pressões inflacionárias possam levá-lo a subir o juro mais adiante.

Agencia Estado,

09 de agosto de 2006 | 16h05

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