Juro futuro termina o dia em forte baixa

O mercado de juros gostou do pronunciamento que o presidente do banco central dos Estados Unidos fez hoje ao Congresso do país, e as taxas dos contratos futuros derreteram, tanto lá fora quanto aqui. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado, fechou projetando taxa de 12,13% ao ano, em queda de 0,41% ante a taxa de 12,18% ao ano projetada no encerramento dos negócios ontem. Em Nova York, por volta das 16 horas (horário de Brasília), o título com vencimento em 2 anos cedia 1,29%. Em seu discurso sobre a política monetária dos EUA, Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve (Fed, BC norte-americano) destacou que as pressões inflacionárias "estão começando a diminuir", mas que o Fed continua preparado para retomar a campanha de aperto se a inflação não se moderar como esperado. Segundo Bernanke, a posição da política econômica atual fomenta crescimento e desinflação. A reação dos mercados internacionais à declaração foi positiva e alimentou a disposição dos participantes do mercado doméstico em aplicar em juros futuros. Antes do discurso, os juros futuros já caíam, embalados pelos sinais positivos das bolsas européias e dos índices de ações de Wall Street, e também pela queda da inflação brasileira medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10). O indicador registrou alta de 0,28% em fevereiro, ante 0,39% em janeiro, abaixo do piso das estimativas, que variavam de 0,29% a 0,44%. O IGP-10 reforça a percepção do mercado de que a inflação está sob controle e, portanto, é possível considerar a retomada do ritmo de corte da taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto porcentual, interrompido na reunião de janeiro do Comitê de Política Monetária.

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