Juro futuro termina o dia estável, com queda das bolsas

O mercado de juros terminou o dia sem registrar variação nas taxas futuras, equilibrando-se entre um dado econômico positivo e outros negativos. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado, fechou projetando taxa estável, de 12,09% ao ano. De um lado, o indicador mais aguardado hoje pelos investidores, o de inflação ao produtor norte-americano (PPI), veio em linha com o previsto, confirmando o tom positivo que prevalece no mercado há alguns dias. O PPI caiu 0,6% em janeiro, após alta de 0,9% em dezembro e avanço de 1,8% em novembro. Em reação ao indicador, o mercado de juros registrou queda nas taxas: o DI para janeiro de 2008 chegou a cair a 12,07% ao ano. Por outro lado, o cautela nas bolsas de valores pesou sobre o mercado de juros, que inverteu a tendência e anulou as perdas do dia. Os investidores diminuíram seus negócios com ações porque hoje é véspera de feriado (carnaval no Brasil e Dia do Presidente nos EUA). Além disso, depois do recorde de pontos registrado na Bolsa de Valores de São Paulo na quarta-feira e dos dois recordes consecutivos do índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, os investidores procuraram hoje dados que justificassem a venda de algumas ações para que pudessem embolsar esses lucros. E encontraram esses motivos em dois outros indicadores econômicos norte-americanos: o número de obras residenciais iniciadas em janeiro, que apresentou forte queda, e o índice de sentimento do consumidor norte-americano, da Universidade de Michigan, que veio abaixo do esperado. Por volta das 16 horas (de Brasília), o Ibovespa, principal índice do mercado de ações doméstico, cedia 0,04%. Em Nova York, o Dow Jones recuava 0,13%.

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