Juro futuro termina quase estável, à espera do Copom

O mercado brasileiro de juros prosseguiu no seu movimento de redução das taxas futuras, agora mais levemente, pautando-se pelas expectativas de corte na taxa básica de juros da economia (Selic) amanhã pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e também em agosto e, ainda, com crescentes possibilidades de continuar caindo após isso. Ao mesmo tempo, o mercado monitorou o cenário externo, mas não viu nada que pudesse justificar, até o momento, uma reversão deste comportamento aqui. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), encerrou o dia próximo à estabilidade, projetando taxa de 14,80% ao ano. No dia anterior, este mesmo contrato estava a 14,81% ao ano. Um corte de 0,50 ponto porcentual na Selic amanhã é a previsão de consenso do mercado. Para a reunião seguinte do Copom (29 e 30 de agosto), trabalha-se com a idéia de corte de 0,25 pp, mas também é levantada a hipótese de outro corte de 0,50 pp. Várias instituições financeiras acreditam que o Copom possa ainda promover outro corte para além de agosto. Se o cenário externo se acalmar, esta aposta tende a crescer.

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