Juro menor e aluguel maior puxam fundos imobiliários

A redução da taxa de juros nos últimos tempos e a valorização dos preços dos aluguéis estão impulsionando o mercado de fundos imobiliários. Esse movimento deve seguir atraindo investidores e puxando ofertas dessa modalidade de captação, segundo o gestor de fundos imobiliários da Kinea, Carlos Martins. "Estamos observando um volume cada vez maior de grandes ofertas", disse nesta terça-feira, 22, durante workshop sobre fundos imobiliários promovido pelo Itaú Unibanco.

RODRIGO PETRY, Agencia Estado

23 de abril de 2013 | 12h17

Ele ressaltou que estão em análise atualmente 19 operações, com potencial de movimentação de R$ de 3,3 bilhões. Segundo ele, uma dessas ofertas poderá atingir R$ 1 bilhão. Ao final do ano passado, o patrimônio liquido dos 93 fundos totalizava R$ 24,2 bilhões. "Essas captações devem seguir se concentrando em fundos estruturados em torres comerciais, mas com um crescimento também em fundos que aplicam em outros fundos (imobiliários), como forma de diversificação", disse.

O número de investidores em fundos imobiliários superou em março, pela primeira vez, 100 mil aplicadores. Já o número de fundos atingiu 100 no total, que movimentaram no mês R$ 763 milhões em 87,7 mil negócios. Martins evitou dar projeções para o crescimento do setor, mas destacou que, desde a mudança na legislação para incentivar essa indústria, o valor de mercado de fundos saiu de R$ 3,9 bilhões ao final de 2009 para R$ 25,3 bilhões no encerramento de 2012.

O mercado de fundos imobiliários é uma opção de renda para um investimento de longo prazo. A falta de liquidez, por sua vez, é o entrave para o investidor. O investimento não possui Imposto de Renda no pagamento do rendimento, apenas na venda de cota do fundo.

Tudo o que sabemos sobre:
fundo imobiliárioexpansão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.