Juro na BM&F melhora um pouco, mas monitora exterior

O mercado brasileiro de juros tende a continuar seguindo o comportamento dos mercados internacionais e aos movimentos do dólar no Brasil, monitorando as reações ao risco geopolítico - depois da intensificação do conflito Israel/Líbano - e aos indicadores da economia norte-americana. Na abertura dos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o juro do depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para 2008 projetava taxa de 14,92% ao ano às 10h20, indicando um mercado um pouco melhor do que no fechamento de ontem (14,96% ao ano). As questões geopolíticas deixaram em segundo plano, inclusive, a decisão desta madrugada do BC japonês, que abandonou a política de juro zero depois de cinco anos e promoveu alta de 0,25 ponto porcentual na taxa, o que deverá enxugar a liquidez no mercado internacional. O dado de vendas do varejo em junho nos EUA, divulgado hoje, bateu novamente na tecla da desaceleração da atividade (o que é especialmente preocupante considerando-se que junho, mês do início das férias, é o segundo melhor do ano para os varejistas norte-americanos). Houve queda de 0,1% nas vendas no varejo no mês, contrariando a previsão de crescimento de 0,4%. O mercado norte-americano reagiu de forma moderada. Os juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos estão em baixa e os índices futuros de ações norte-americanas seguiram registrando perdas modestas. O dólar ignorou o dado e manteve-se em alta. O IBGE divulgou o dado do emprego industrial de maio, que mostrou expansão de 0,2% ante abril e queda de 0,4% ante maio do ano passado. Sem influência nos negócios.

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