Juro recua na abertura e espera ata do BC dos EUA

O mercado futuro de juros doméstico não reagiu ao dado de inflação ao produtor (PPI) dos Estados Unidos em março, que subiu um pouco em relação às previsões (0,5%, ante estimativa de 0,4%), mas trouxe um núcleo (exclui os preços de alimentos e energia) mais baixo que as expectativas (0,1%, ante previsão de 0,2%). As taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) na Bolsa de Mercadorias & Futuros estão praticamente estáveis ante os fechamentos anteriores. O vencimento de janeiro de 2008 projetava 14,53% às 10h14, ante fechamento ontem a 14,58%. O mercado deve aguardar a ata do comitê de mercado aberto (FOMC) dos EUA, às 15 horas (de Brasília), e observar o comportamento do dólar à vista, que está em baixa de 0,23% na roda da BM&F (R$ 2,13). O mercado de juros também está bastante engessado pela expectativa com a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje e termina amanhã, com a definição do novo patamar da Selic. Há quase um consenso no mercado de que o Copom cortará o juro básico em 0,75 ponto porcentual. Por isso, se houver alguma reação do mercado aos movimentos do cenário externo hoje (eventualmente com a ata do FOMC), isso acontecerá apenas nos juros dos contratos de prazos mais longos. O juro do título do Tesouro dos EUA de 10 anos voltou para nível abaixo de 5%, o que é bom. Já o petróleo, depois de bater novo recorde esta manhã (US$ 70,88 o barril, contrato para maio na Nymex eletrônica), desacelerou um pouco, mas continua acima de US$ 70. Segundo uma fonte ouvida esta manhã, a commodity oferece sinais ambíguos: por um lado, pode trazer impacto à inflação; por outro, pode reduzir a atividade econômica mundial. "É difícil determinar o efeito líquido disso tudo", comentou a fonte.

Agencia Estado,

18 Abril 2006 | 10h17

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