Juro termina em alta, com temor sobre taxa nos EUA

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), fechou em alta, projetando taxa de 14,64% ao ano. No dia anterior, este mesmo contrato encerrou a 14,58% ao ano. O mercado de juros brasileiro reagiu ao aumento do dólar e à piora do cenário internacional após a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos, além da alta no preço do petróleo. Os dados americanos divulgados hoje aumentaram o grau de dúvida dos investidores sobre se o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) vai ou não fazer uma pausa no processo de alta da taxa básica de juros dos EUA, na próxima reunião, marcada para o dia 8. A parcela dos que acreditavam na pausa diminuiu sensivelmente, depois de conhecida a variação anual do núcleo do índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), de 2,4% em julho. Esta variação está dentro da previsão feita pelo presidente do Fed (o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, em seu mais recente depoimento no Senado. Mas não caiu bem entre os investidores, que ampliaram suas apostas de que a taxa seja elevada. Enquanto isso, no Brasil, o dólar subia, favorecendo a elevação dos juros futuros: no mercado interbancário, o dólar comercial era negociado a R$ 2,191 (+0,69%) por volta das 16 horas, quando o mercado de juros futuros fechou. O dólar negociado à vista na Bolsa de Mercadorias & Futuros encerrou a R$ 2,191 (+0,74%). O petróleo também subiu, e fechou em Nova York cotado US$ 74,91 o barril (+0,69%), ajudando na piora do cenário externo.

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