Juros abrem com estabilidade na BM&F, a 14,94%

O mercado futuro de juros começou o dia aliviando pressões. As taxas do depósito interfinanceiro (DI) abriram estáveis, segundo operadores, principalmente por conta do fato de não haver nenhum indicador relevante na agenda dos Estados Unidos hoje. O DI com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) estava a 14,94% na abertura (quase estável). Às 10h19, estava a 14,95% - o mesmo registrado ontem. Uma volatilidade menor no comportamento dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano (embora os juros deste títulos estejam em leve alta) também pode ajudar o comportamento dos juros brasileiros nesta sexta-feira, assim como o recuo do Risco País e os ecos favoráveis do leilão de prefixados do Tesouro Nacional ontem. Como o Tesouro optou por não vender integralmente as ofertas, reafirmou implicitamente sua disposição de não aceitar preços alterados por estresse momentâneo e isso teve efeito benéfico em todos os mercados domésticos. A melhora dos mercados aqui ainda é pequena e vulnerável a surpresas externas, mas vai aproveitando os espaços abertos. "O mercado está esperando o momento em que a piora vai estancar para fazer suas correções", disse um operador. "Os futuros das bolsas em Nova York estão com boa sinalização, aqui também, e então, sem indicadores fortes, o mercado pode apontar essa direção de melhora." Outro profissional, que também aponta a ausência de indicadores hoje como um dos principais motivos para melhora, diz que a curva de juros, sobretudo na parte longa, já precificou muita coisa de ruim. Agora, tem menos espaço para piorar e mais espaço para melhorar. Divulgado mais cedo, o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) de maio não tem maior influência sobre os negócios nesta manhã. Após duas deflações consecutivas, o índice voltou a subir e registrou alta de 0,36% em maio, ante queda de -0,65% em abril, segundo a FGV. Mas este movimento era esperado, por causa da aceleração dos preços agrícolas, depois de grande período de deflação. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas ouvidos pela AE, que iam de 0,13% a 0,43%, embora acima da mediana das expectativas (0,26%). Quanto às reportagens sobre medidas estudadas pelo governo para conter a valorização do real (e que podem ser antecipadas), não estão tendo efeito nem no câmbio, nem nos juros. "O câmbio tem duas poderosas influências de baixa: os saldos comerciais e o fluxo financeiro. Ainda que venham medidas, não se imagina que o governo pretenda gerar forte volatilidade no câmbio. Se estabilizar num patamar, não será má notícia", explicou um profissional.

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