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Juros abrem em alta na BM&F com inflação nos EUA

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado, abriu em alta nesta quarta-feira, acompanhando o mau humor do mercado externo. Às 10h06, a taxa do contrato era de 14,90% ao ano, contra 14,82% do fechamento de terça-feira. O CPI (inflação ao consumidor) dos Estados Unidos em abril não repetiu o alívio dado pelo núcleo do PPI (inflação ao produtor) ontem. O índice cheio, divulgado nesta manhã, ficou em 0,6%, em linha com as previsões, mas o núcleo, que exclui a variação de alimentos e energia, subiu 0,3%, acima do esperado (0,2%). A reação imediata dos mercados internacionais foi negativa, com os juros dos títulos do Tesouro dos EUA ampliando a alta e os futuros do mercado acionário norte-americano invertendo a mão, para queda. A taxa do título de 10 anos, (às 9h53), estava na máxima, em 5,1674% (+1,27%). No Brasil, o juro do depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) subiu à máxima de 14,93% após o dado, de 14,85% em que estava antes. Voltou para 14,91% em seguida. Às 10h02, avançava 0,07%, a 14,89%, ante 14,82% de ontem. Diante do CPI, renovam-se as dúvidas sobre a política monetária dos EUA e os mercados devolvem ganhos de ontem. No resto do dia, a tendência do mercado doméstico deve ser comandada pelo cenário externo. Aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o resultado das vendas do comércio varejista em março, com queda de 0,10% ante fevereiro. O resultado veio dentro das previsões dos analistas (entre -0,60% e +1,10), e abaixo da mediana (+0,35%). Para o IBGE "a variação de -0,10% no volume de vendas em março (na série com ajuste sazonal) indica estabilidade no ritmo dos negócios do varejo em relação ao mês anterior". O número de fevereiro ante janeiro foi revisto de -4,13% para -3,91%. Os dados não mexeram com o mercado de juros, inteiramente voltado para o cenário externo.

Agencia Estado,

17 de maio de 2006 | 10h08

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