Juros abrem negócios sob pressão do IGP-M

Os juros futuros abriram com pressão de alta nesta sexta-feira, 28, impulsionados pelo resultado acima do esperado do IGP-M de março. Pouco depois, porém, as taxas mais curtas se aproximaram dos ajustes, com os operadores esperando dados das contas públicas que serão divulgados nesta manhã e puxados para baixos pelos dólar. Já no trecho mais longo, há uma correção da recente devolução de prêmios.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

28 de março de 2014 | 09h40

O IGP-M, calculado pela FGV, saltou 1,67% em março ante fevereiro, superando o teto das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, de 1,65%, e marcando o maior nível desde julho de 2008, segundo levantamento do Broadcast, serviço de informações da Agência Estado.

Por volta das 9h25 a taxa do DI para julho de 2014 marcava 10,840%, exatamente no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 apontava 11,14%, também no ajuste na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 registrava 12,30%, de 12,27%. O DI para janeiro de 2021 tinha taxa de 12,66%, ante 12,63%.

Os investidores aguardam o resultado primário do setor público consolidado, que será divulgado às 10h30 pelo Banco Central. Segundo levantamento do AE Projeções, o resultado primário deve ir desde um déficit de R$ 1,5 bilhão a um superávit de R$ 2,5 bilhões, com mediana de zero. Na quinta-feira, 27, o Tesouro informou que o governo central teve déficit de R$ 3,078 bilhões, dentro do intervalo esperado pelo analistas, mas um pouco melhor que a mediana das projeções, que apontava um rombo de R$ 4,5 bilhões.

Segundo um operador da mesa de renda fixa, o 0,25 ponto porcentual de alta na Selic em abril já está precificado, mas o mercado financeiro deve aguardar, principalmente na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do mês que vem, dicas sobre quão longo será o ciclo. "É a ata e o placar da decisão que vão sinalizar se os aumentos no juro seguirão ao longo de todo o ano de 2014", avalia. Ele lembra, contudo, que o Banco Central "cutucou", no documento, o desempenho das contas públicas, deixando a mensagem de que os juros não trabalham sozinhos.

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