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Juros acompanham oscilação do dólar e acabam em alta

O DI para janeiro de 2015, mais sensível à atuação de estrangeiros, ficou em 9,10%, ante 8,97% na véspera e após mínima de 8,87% e máxima de 9,12%

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

05 de junho de 2013 | 16h57

As oscilações das taxas futuras de juros nesta quarta-feira, 5, estiveram diretamente ligadas ao comportamento do dólar. Em reação à retirada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros em renda fixa, anunciada na noite passada, a moeda dos Estados Unidos e as taxas de juros abriram em queda. Depois, com declarações da presidente Dilma Rousseff e a alta do dólar no exterior, a divisa em relação ao real passou a subir até atingir máxima de R$ 2,15. Os juros apagaram as quedas e também registraram avanço.

Foi aí que o Banco Central (BC) atuou no mercado com um leilão de swap cambial que recolocou o dólar no campo negativo. Os juros, então, voltaram para perto dos ajustes. Mas, no meio da tarde, o efeito do leilão foi absorvido e a moeda dos EUA chegou a subir novamente, fazendo com que as taxas futuras de juros terminassem em alta. No fim, o dólar à vista no balcão cedeu 0,28%, a R$ 2,1310. O dólar futuro para julho, no entanto, continuava em alta.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2014 (403.825 contratos) apontava 8,50%, ante 8,45% na véspera. No trecho intermediário e longo da curva de juros, mais sensível às oscilações do dólar devido à atuação de estrangeiros, o juro com vencimento em janeiro de 2015 (578.850 contratos) indicava 9,10%, ante 8,97% na véspera e após oscilar entre a mínima de 8,87% e a máxima de 9,12%. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (431.930 contratos) marcava máxima de 9,84%, de 9,69% no pregão anterior e após tocar na mínima, pela manhã, de 9,48%. O DI para janeiro de 2021 (68.500 contratos) estava em 10,40%, também na máxima, ante 10,35% no ajuste anterior e após tocar a mínima de 10,09%.

Uma fonte lembrou que o dólar alto tem efeito direto na inflação de curto prazo, o que explica o avanço dos juros mais curtos. "E as taxas longas são reflexo da entrada e saída de estrangeiros, que atuam preferencialmente neste trecho da curva de juros", disse.

Pela manhã, Mantega afirmou que a medida do IOF é de longo prazo, que "a retirada do IOF não é para combater a inflação" e "que a inflação é combatida de outra maneira e está caindo". Segundo ele, "a alta dos juros é para combater a inflação e coordenar expectativas". Na sequência, Dilma, ao ser questionada sobre se o governo estaria estudando mais alguma medida para conter a valorização do dólar, respondeu que "nós não temos medida nenhuma para segurar o dólar". "Eu queria informar que este País adota o regime de câmbio flexível", afirmou a presidente.

Nos EUA, o setor privado criou menos empregos que o esperado. O resultado, teoricamente, alimenta expectativas de que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) mantenha o programa de compra de bônus. No entanto, o presidente do Fed de Dallas, Richard Fisher, voltou a defender mais cedo uma redução nas compras mensais de bônus. Além disso, o livro Bege trouxe tom otimista, apontando a expansão da atividade manufatureira na maioria dos distritos e o crescimento do crédito bancário. Com isso, cresce a avaliação de que a retirada dos estímulos pode ocorrer em breve. Em meio a isso, as Bolsas tiveram queda firme e o dólar subiu em âmbito global.

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