Juros apagam alta e caem de olho em Treasury

Às 13h30, a taxa do DI para janeiro de 2015 estava em 10,85%, de 10,86% no ajuste anterior

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

30 de maio de 2014 | 13h41

As taxas futuras de juros adentraram o período da tarde desta sexta-feira, 30, apagando totalmente a alta verificada pela manhã, em um movimento sem motivos aparentes. Ainda assim, segundo operadores, os estrangeiros seguem entrando nos vencimentos mais longos, o que acaba pressionando as taxas para baixo. Em paralelo, os yields dos Treasuries também perdem vigor nos Estados Unidos, concorrendo para jogar as taxas domésticas para baixo.

Às 13h30, a taxa do DI para janeiro de 2015 estava em 10,85%, de 10,86% no ajuste anterior. O juro para janeiro de 2017 marcava 11,67%, de 11,68% no ajuste da véspera. Já a taxa do DI para janeiro de 2021 indicava 12,00%, de 12,03% no ajuste de ontem. Enquanto isso, o yield do T-note de 10 anos estava em 2,463%, de 2,456% no fim da tarde de ontem e após tocar na máxima, pela manhã, de 2,487%.

Levantamento semanal realizado pela consultoria EPFR Global e compilada pelos economistas do Royal Bank of Scotland (RBS), divulgado hoje, mostra que fundos de renda fixa emergente registraram captação líquida positiva equivalente a 0,44% do total das carteiras na semana encerrada em 28 de maio. Essa foi a nona semana consecutiva em que o segmento registrou entrada de recursos. Os fundos que compram títulos de dívida emergente emitidos em moedas fortes - como a dívida brasileira em dólares ou a russa em euros - registraram ingresso líquido equivalente a 0,68% do total.

Há pouco, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, encerrou entrevista em que comentou o resultado do PIB, que subiu apenas 0,20% nos primeiros três meses do ano ante o último trimestre de 2013. Segundo ele, "a estratégia de combate à inflação (do governo) é totalmente producente", referindo-se especialmente à ação do Banco Central com o ciclo de alta da Selic de 3,75 pontos porcentuais, iniciado em abril de 2013 e que foi encerrado em abril deste ano. "Não estamos permitindo que a inflação fique alta. A inflação pode subir um mês, dois, por fatores sazonais e também com a seca", disse, referindo-se à elevação dos preços ocorrida especialmente em fevereiro e março. "A inflação está caindo significativamente. No segundo trimestre, a inflação será muito menor do que no primeiro trimestre", disse o ministro.

No mercado de câmbio, o dólar segue em alta diante do real, com valorização de 0,67% no mercado à vista de balcão às 13h30, cotado a R$ 2,2390. A moeda era, até há pouco, pressionada pela pela perspectiva de retirada de US$ 4 bilhões do mercado devido à rolagem parcial do volume total programado de swaps cambiais do Banco Central e pela disputa entre comprados e vendidos para a formação da taxa Ptax. Mas a moeda já perdeu um pouco de fôlego em relação ao que foi verificado pela manhã, quando bateu na máxima de R$ 2,2450. O Banco Central informou que a taxa Ptax desta sexta-feira e que liquida os contratos de derivativos que vencem em junho encerrou com alta de 0,62%, a R$ 2,2390. No mês de maio, subiu 0,13%.

Na Bolsa, a queda de mais de 3% das ações da Vale e de cerca de 2% dos papéis da Petrobras derrubam o Ibovespa para os 51.492,03 pontos, com baixa de 1,43% no horário citado acima. Os papéis da mineradora e do setor siderúrgico são penalizados pela desvalorização dos preços internacionais do minério de ferro, que atingiram hoje a mínima em 20 meses. Caso a queda acima perdure até o fim da sessão, a Bovespa terá um mês de perdas. Até ontem, o principal índice da Bolsa doméstica acumulava alta de 1,19%.

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