Juros caem após dados dos EUA, mas queda é limitada

Os juros futuros reagiram em queda à divulgação dos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. As informações vieram em linha com as previsões de analistas: foram criadas 128 mil novos postos de trabalho. Esse número - assim como os demais dados sobre mercado de trabalho norte-americano - confirma a aposta de que o Fed manterá a taxa de juro básica inalterada. Para os mercados emergentes, esse era o melhor cenário. E, por isso, as taxas recuaram após a divulgação desse indicador. A queda não é intensa, mas tem significado, já que ontem foi um dia de recuo muito forte das taxas, devido ao ajuste à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de cortar a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual. Operadores acreditam, no entanto, que o mercado de juros não deve ter fôlego para cair muito mais. Um dos limitadores é a expectativa pela ata do Copom, na próxima semana, fundamental para se elabore o cenário de curto e médio prazo da política monetária. O mercado será cauteloso na definição das apostas, já que, depois da decisão do Copom desta semana, o juro real testa um piso importante. A taxa real de juros, calculada com base no contrato de swap ano e na projeção do IPCA de 12 meses está, hoje, em 9,02%. "O BC começa a tatear um terreno novo e, por isso, o teor da ata será muito importante para a definição do cenário", afirma um operador. Profissionais destacam ainda que a liquidez tende a ser reduzida. Segunda-feira é feriado nos EUA e alguns mercados norte-americanos encerram as atividades mais cedo hoje à tarde. Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro de um dia com vencimento em janeiro de 2008 tinha taxa de 13,96% (13,99% no fechamento e ajuste de 14%); o contrato de janeiro de 2009, projetava 14,14% (fechamento e ajuste de 14,16%); e o de janeiro de 2007 estava em 13,97% (fechamento e ajuste de 14%).

Agencia Estado,

01 de setembro de 2006 | 10h07

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