Juros caem com cenários interno e externo favoráveis

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), terminou o dia com taxa de 12,30% ao ano. Ontem, este mesmo contrato projetava taxa de 12,31% ao ano. Segundo operadores, o clima no mercado continua otimista em relação às perspectivas de queda da taxa básica de juros do País (Selic). Ontem, a pesquisa semanal Focus, divulgada pelo Banco Central (BC), apontou que as instituições financeiras consultadas continuam projetando a Selic em 11,75% ao ano no final de 2007. Mas alguns analistas apontam que, no mercado, a expectativa é que os juros básicos possam ficar até mais baixos que esse nível. O cenário positivo baseia-se na percepção dos investidores de inflação sob controle e atividade fraca do Brasil. E mesmo alguns indicadores apontando em outra direção não são considerados suficientemente fortes para alterar esse quadro. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o dado de aumento em 3,86% do consumo brasileiro de energia elétrica em 2006 em relação ao de 2005, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) - resultado recorde na história do País. Ainda segundo analistas, o que poderia ter gerado a temida correção em alta das taxas no mercado de juros seria uma decepção com os indicadores norte-americanos divulgados hoje, o que não aconteceu. Ao contrário, os dados apontaram mais vigor na economia norte-americana que o previsto, reforçando a avaliação de que a atividade dos EUA está a caminho de uma redução suave e não de uma retração brusca. O mais importante deles, o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta (ISM), subiu para 51,4 em dezembro, mais que o previsto por analistas (alta para 50).

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