Juros caem com IPC-S, confiança do consumidor e dólar

Perto das 10h20, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2014 apontava 8,72%, na mínima, de 8,74% no ajuste desta segunda-feira

Renata Pedini, da Agência Estado,

23 de julho de 2013 | 10h53

 Os juros futuros iniciaram a terça-feira em baixa, refletindo a deflação pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) e a queda na confiança do consumidor em julho, ante junho, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV). As taxas, sobretudo as com vencimento no longo prazo, também refletem a queda do dólar ante o real.

O IPC-S caiu 0,11% na terceira quadrissemana de julho, resultado 0,18 ponto porcentual abaixo do registrado na segunda quadrissemana do mesmo mês (+0,07%). Sete das oito classes de despesas analisadas para o cálculo do IPC-S apresentaram decréscimo nas taxas de variação de preços, entre elas Transportes (de -0,44% para -0,80%), segundo a FGV.

Já a confiança do consumidor caiu 4,1% em julho, na comparação com junho, para 108,3 pontos, o menor nível desde maio de 2009 (103,6 pontos). "O consumidor demonstra insatisfação com a presente situação econômica", afirmou a fundação em nota oficial. Ainda nesta terça-feira, os investidores aguardam o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente a junho. O saldo líquido de postos de trabalho criados em junho deve ficar entre 70 mil e 120 mil, sem ajuste sazonal, com mediana de 97.250, conforme levantamento AE Projeções. O número é superior ao resultado efetivo de maio (72.028 postos), mas inferior ao de junho de 2012 (120.440 vagas).

Perto das 10h20, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2014 apontava 8,72%, na mínima, de 8,74% no ajuste desta segunda-feira, 22. A taxa projetada pelo contrato com vencimento em janeiro 2015 acentuava a queda para 9,24%, na mínima, de 9,35% no ajuste anterior e a taxa do DI para janeiro de 2017 estava em 10,20%, na mínima, de 10,33% nesta segunda-feira. Às 10h20, o dólar à vista no balcão valia R$ 2,226, mínima cotação do dia até então, em queda de 0,45%.

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