Juros caem em meio a dados de inflação e atividade

As taxas futuras de juros tiveram mais um dia de queda, resultando em novo reforço das apostas de que a Selic pode subir menos, 0,25 ponto porcentual, na reunião da próxima semana do Comitê de Política Monetária (Copom). Em meio a uma liquidez menor, devido ao feriado do Dia do Presidente nos EUA, os investidores olharam para dados mais suaves de inflação e também para a revisão em baixa do PIB trazida na pesquisa Focus.

MÁRCIO RODRIGUES, Agencia Estado

17 de fevereiro de 2014 | 16h46

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2014 (136.320 contratos) apontava 10,559%, de 10,568% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (159.735 contratos) tinha taxa de 11,22%, ante 11,32% no ajuste de sexta-feira. No trecho intermediário e longo, o DI para janeiro de 2017 (73.525 contratos) estava em 12,58%, de 12,69% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2021 (4.970 contratos) indicava 13,06%, ante 13,12%.

Segundo um operador, há uma série de eventos nos próximos dias que deixam o mercado cauteloso, mas os indicadores conhecidos nesta segunda-feira, 17, abriram espaço para uma nova correção em baixa dos juros. A inflação pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) ficou em 0,30% em fevereiro, ante 0,58% em janeiro, informou nesta manhã a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou perto do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE Projeções, que iam de 0,29% a 0,48%, com mediana de 0,35%. Já o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,78% na segunda quadrissemana de fevereiro, menos que na anterior (0,96%).

Enquanto isso, no Boletim Focus, a mediana das estimativas para o IPCA em 2014 passou de 5,89% para 5,93%. Para o IPCA 12 meses à frente, a projeção suavizada subiu de 6,00% para 6,05%. Já as previsões para a Selic seguiram indicando um aumento de 0,25 pp na semana que vem, para 10,75% ao ano.

Vale destacar, no entanto, que as perspectivas para a atividade seguiram em deterioração, o que ajuda a reforçar a percepção de que o ritmo de alta da Selic pode ser reduzido. Após os dados do varejo e do IBC-Br divulgados na semana passada, os analistas reduziram suas previsões para o PIB de 1,90% para 1,79% em 2014 e, para o ano que vem, de 2,20% para 2,10%, indicou a Focus.

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