Juros caem em meio a revisões em baixa para a inflação

As taxas futuras de juros de curto prazo deram prosseguimento ao movimento de baixa visto nos últimos dias, diante dos recentes indicadores de atividade e de inflação no Brasil. O dólar em alta até chegou a limitar o movimento dos juros, mas foi insuficiente para que o mercado continuasse aumentando as fichas na redução do ritmo de aperto monetário, para 0,25 ponto porcentual.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

10 de fevereiro de 2014 | 17h17

No fim do pregão regular, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2014 (28.840 contratos) tinha taxa de 10,560%, igual ao ajuste de sexta-feira. O DI com vencimento em janeiro de 2015 (205.870 contratos) recuava para a mínima de 11,31%, de 11,38% no ajuste de sexta-feira. No trecho longo da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (99.485 contratos) tinha taxa de 12,68%, de 12,65%. o DI para janeiro de 2021 (6.530 contratos) tinha taxa de 13,17%, de 13,10%.

A revisão para baixo das expectativas de inflação contidas na Pesquisa Focus do Banco Central ajudaram no movimento dos juros mais curtos. Segundo a Focus, as projeções do mercado para o IPCA em 2014 caíram de 6,00% para 5,89%; para a expansão do PIB em 2014 desaceleraram de 1,91% para 1,90%; para a taxa Selic no fim de 2014 subiram de 11,00% para 11,25%; para a taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Copom de fevereiro seguiram em 10,75%; e para a taxa de câmbio no fim de 2014 continuaram em R$ 2,47.

A chance de uma elevação mais branda da Selic, de 0,25 ponto porcentual, na reunião do Copom de fevereiro voltou a ser cogitada já na semana passada, em função de um IPCA mais comportado em janeiro (+0,55%) e do fraco resultado da produção industrial de dezembro (-3,5%).

Mais cedo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) mostrou desaceleração na primeira quadrissemana de fevereiro, para 0,96%, de 0,99% na leitura anterior.

Vale notar, no entanto, que o dólar interrompeu uma sequência de quatro sessões de baixas e fechou em alta nesta segunda-feira. A valorização da moeda, que renovou máximas na reta final do pregão, foi impulsionada por temores em relação à situação econômica de países emergentes e pela cautela antes do discurso da nova presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, amanhã. No fim do dia, o dólar à vista no balcão fechou cotado na máxima de R$ 2,4070, uma alta de 1,18%.

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