Juros começam semana do Copom de lado

Também pela manhã, o Banco Central divulgou a pesquisa Focus, que trouxe alterações marginais em algumas medianas de inflação

Denise Abarca, da Agência Estado,

30 de agosto de 2010 | 17h23

Os juros futuros ensaiaram leve alta a partir da hora final de negócios, mas acabaram encerrando a primeira sessão da semana do Comitê de Política Monetária (Copom) perto da estabilidade. Os vencimentos curtíssimos, que, atrelados diretamente à expectativa para a política monetária nos próximos meses, não se distanciaram dos ajustes anteriores ao longo do pregão. Não há alteração no consenso de apostas para a decisão do Copom, na quarta-feira, em relação à manutenção da taxa Selic em 10,75%.

 

Ao término da negociação normal da BM&F, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) de outubro de 2010 (132.230 contratos negociados hoje) passava de 10,67% no último ajuste para 10,668%; o DI de janeiro de 2011 (70.840 contratos negociados) estava em 10,70%, de 10,69% na sexta-feira; o DI de janeiro de 2012 (115.965 contratos negociados) fechou em 11,41%, ante 11,40% no ajuste anterior; o DI de janeiro de 2014 (38.610 contratos negociados) foi de 11,44% para 11,46%.

 

A etapa matutina foi marcada por forte oscilação das taxas, que após abrirem em alta devolveram o movimento gradualmente durante a manhã, para iniciarem a tarde perto dos ajustes de sexta-feira. A partir da última hora de negócios, no entanto, os contratos com vencimento a partir de 2012 começaram a ensaiar nova alta, sem que tenha havido nada de impacto no noticiário. A trajetória inicial de avanço teria tido contribuição do resultado do IGP-M, que acelerou de 0,15% em julho para 0,77% em agosto, pressionado pela aceleração da inflação do minério de ferro no atacado, de 2,48% para 15,08%. O que, entretanto, surpreendeu os analistas foi o salto, de 0,28% para 1,15%, do IPA agrícola. Na sequência, apareceram indicadores fracos nos EUA.

 

Também pela manhã, o Banco Central divulgou a pesquisa Focus, que trouxe alterações marginais em algumas medianas

de inflação. As projeções de IPCA para 2011 e 12 meses à frente, que são os horizontes relevantes para a política monetária, avançaram de 4,86% para 4,87% e de 4,97% para 4,99%, respectivamente.

 

No exterior, novos dados ruins da economia norte-americana resgataram a aversão ao risco, com ações e petróleo em queda, e alta nos preços dos Treasuries, com correlata queda nos yields (taxa de retorno). O índice de atividade industrial do Fed (Federal Reserve, banco central americano) de Dallas caiu a -0,1 em agosto, de 4,9 em julho. Os gastos dos norte-americanos cresceram 0,4% em julho, como previsto, mas o crescimento da renda pessoal ficou em 0,2%, abaixo da previsão de 0,3%. O núcleo do índice de preços dos gastos com consumo subiu 0,1%, como esperado.

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