Juros: Dados dos EUA permitem abertura tranqüila

Os indicadores econômicos norte-americanos, divulgados esta manhã, foram considerados neutros pelo mercado e, desta forma, permitem a continuidade do movimento de alívio na abertura dos mercados. O que abre espaço para que o mercado, nos contratos de curto prazo, avance em apostas mais otimistas para a decisão do Copom hoje (ou seja, que aumentem as fichas colocadas em um corte de 0,5 ponto porcentual). Ontem, o mercado reagiu bem à minuta do Fed, que sinalizou que monitorará os dados de atividade econômica. Hoje, os números vieram praticamente em linha com o esperado e, dessa foram, não houve reação negativa. O PIB norte-americano do segundo trimestre foi revisto para um crescimento de 2,9% (previsão de 3%). E o índice de preços dos gastos com consumo pessoal subiu 4,1% no segundo trimestre nos EUA. O núcleo do PCE, que expurga as variações de alimentos e energia, aumentou 2,8% no segundo trimestre, abaixo da estimativa de variação de 2,9% divulgada anteriormente, mas superior ao aumento de 2,1% do primeiro trimestre. Os números permitiram uma abertura tranqüila dos mercados. Mas, na opinião de operadores, o mais provável é que a queda se mantenha na parte curta da curva. "O mercado de juros deve prosseguir na corrida para uma aposta de corte de 0,5 ponto percentual; mas, na parte mais longa, tudo dependerá do cenário internacional, que ainda carrega muitas incertezas", afirma um operador. Hoje, o BC tomou R$ 5,2 bilhões no overnight à taxa de 14,69%, integral. No pregão viva-voz, as bolsas norte-americanas iniciaram os negócios em alta. Às 11h21, o índice Dow Jones tinha alta de 0,18% e o Nasdaq, de 0,24%. Os contratos de juros negociados na BM&F apontavam queda. No mesmo horário, o mais negociado, com vencimento em janeiro de 2008, projetava taxa de 14,23% ao ano.

Agencia Estado,

30 de agosto de 2006 | 11h29

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.