Juros ficam estáveis na abertura, olhando a cena externa

O mercado de juros não saiu muito do lugar neste início de dia, no qual os destaques principais são os dados da balança comercial dos EUA em maio e os estoques de petróleo e derivados na última semana. A tendência ainda não está bem desenhada. Ontem, vale lembrar, a manhã foi de mau humor, mas o dia terminou melhor, com os mercados recuperando uma perspectiva razoavelmente positiva para os balanços que estão por vir. Aqui, os principais dados do dia já foram divulgados e não fugiram às previsões. O IPC-Fipe mostrou deflação de 0,19% na primeira quadrissemana de julho, menor do que a apurada na última prévia de junho (-0,31%). A variação do IPC ficou dentro das previsões de mercado, de -0,25% a -0,15%. E a Fundação Getúlio Vargas divulgou a prévia dos resultados da 160ª Sondagem Conjuntural da Indústria da Transformação, referente ao segundo trimestre deste ano. São dados que confirmam reaquecimento da indústria, já mostrado por outros indicadores. A parcela dos empresários que consideram a demanda atual forte, por exemplo, subiu de 8% para 12%, enquanto caiu de 29% para 24% a parcela dos que a consideram fraca. Se o dólar mantiver o movimento de alta, na expectativa pelos leilões de compra do Banco Central, é provável que os juros futuros também tenham uma leve pressão. Por enquanto, no pregão de DI futuro da Bolsa de Mercadorias & Futuros, a alta nos vencimentos mais líquidos é quase nada: o juro projetado pelo contrato de janeiro de 2008 estava, às 10h18, em 14,82% ao ano, ante 14,81% do fechamento de ontem.

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