Juros futuros abrem estáveis, com ligeiro viés de baixa

Os juros futuros abriram nesta segunda-feira, 14, perto da estabilidade, com ligeiro viés de baixa, em dia de feriado nos Estados Unidos - o que deixa fechado o mercado de Treasuries - e no aguardo da agenda semanal, com destaque para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. O dólar em queda ante o real contribui para o movimento das taxas.

RENATA PEDINI, Agencia Estado

14 de outubro de 2013 | 09h37

Nos EUA, líderes do Senado falharam em alcançar um acordo no fim de semana para evitar um calote. Faltam, agora, menos de quatro dias para o prazo final para a elevação do limite de endividamento do país e as atenções se concentram nas negociações entre o líder da maioria na Casa, o democrata Harry Reid, e o líder da minoria, o republicano Mitch McConnell. Os dois conversaram por telefone ontem, segundo fontes, mas para hoje não há nada previsto.

Internamente, saíram apenas inflação à terceira idade e a pesquisa Focus do Banco Central, esta com poucas alterações nas projeções do mercado financeiro para variáveis como inflação oficial, Selic e Produto Interno Bruto (PIB). No levantamento, a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,82% para 5,81% em 2013 e permaneceu em 5,95% em 2014.

A expectativa para o IPCA 12 meses à frente, por sua vez, acelerou ligeiramente para 6,24%, de 6,23%% no levantamento anterior. Já as projeções para a Selic seguiram em 9,75% no fim de 2013 e no fim de 2014.

Os analistas aguardam a ata do Copom confirmar a expectativa de que o BC eleve a Selic, hoje em 9,50% ao ano, em mais 0,50 ponto porcentual em novembro e revisar seus números. O documento será divulgado nesta quinta-feira. Além disso, há dados de inflação previstos para a semana: IGP-10 de outubro (quarta-feira); e prévia do IGP-M e IPCA-15 deste mês (sexta-feira).

O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encerrou o terceiro trimestre deste ano com alta de 0,19%, o que representa desaceleração ante a taxa de 1,26% apurada no segundo trimestre.

Às 9h24, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 tinha taxa de 9,52%, ante 9,54% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2015 apontava 10,33%, ante 10,35% no ajuste anterior e o DI para janeiro de 2017, 11,18% (11,20% na sexta-feira).

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