Juros futuros de longo prazo sobem na BM&F

Alta reflete resultado da pesquisa Focus que apontou avanço nas medianas das estimativas para o IPCA

Denise Abarca, da Agência Estado,

22 de março de 2010 | 17h42

Os juros futuros começaram a semana perto da estabilidade nos contratos de vencimento curto e levemente pressionados nos prazos a partir de 2012. O novo avanço das expectativas de inflação para 2010 e 2011, mostrado na pesquisa Focus, reforçou a ideia de que o ajuste da taxa Selic começará em abril, sendo que o mercado já colocou no preço uma alta de 0,5 ponto porcentual. No entanto, a depender de como vierem os próximos indicadores e, sobretudo, a ata da reunião do Copom que o Banco Central divulga na quinta-feira, os analistas não descartam que um avanço de 0,75 ponto porcentual possa ganhar força na curva a termo. Por outro lado, o IGP-M da segunda quadrissemana de março desacelerou em relação ao mesmo período de fevereiro e ficou abaixo da mediana das estimativas.

 

Ao término da negociação normal da BM&F, o contrato futuro de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2010 (96.680 contratos negociados), estável, projetava taxa de 9,11% ao ano; o DI de janeiro de 2011 (236.780 contratos negociados) estava em 10,29% ao ano, de 10,31% na sexta-feira; o DI de janeiro de 2012 (189.535 contratos) estava em 11,67%, de 11,65% no último ajuste; o DI de janeiro de 2014 (11.990 contratos) subia a 12,26%, de 12,18% anteriormente.

 

Profissionais da área de renda fixa afirmam que o investidor continuou imputando prêmio aos contratos de longo prazo pelo risco de a inflação ficar pressionada no futuro diante do fato de a Selic não ter sido elevada em março, como parte do mercado esperava.

 

Pela manhã, a pesquisa Focus apontou avanço nas medianas das estimativas para o IPCA. A projeção para o IPCA 2011, horizonte para onde está voltado o foco da política monetária, passou de 4,60% para 4,70%, enquanto a mediana do índice para 2010 atingiu 5,10%, de 5,03% na semana passada. A projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses avançou de 4,55% para 4,60%.

 

Antes da abertura dos negócios, a FGV informou que o IGP-M subiu 0,91% na segunda prévia de março, após avançar 1,10% em igual prévia em fevereiro. O resultado ficou dentro das estimativas dos analistas, que esperavam uma elevação entre 0,85% e 1,09%, e abaixo da mediana de 0,95%.

 

 

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