Juros futuros encerram em baixa com PIB fraco dos EUA

Os contratos foram pressionados pelo dado da economia norte-americana, que cresceu abaixo do esperado

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

26 de abril de 2013 | 16h44

Depois da reviravolta causada na véspera pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, ao mencionar a possibilidade de intensificar o uso da Selic, as taxas de juros, sobretudo as intermediárias e longas, caíram nesta sexta-feira, 26. Os contratos foram pressionados pelo crescimento abaixo do esperado do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos. Tendo em vista que o Comitê de Política Monetária (Copom) fez ponderações sobre o cenário externo para adotar cautela na condução do aperto monetário, a fraqueza da economia norte-americana ganhou peso relevante nos negócios.

Ao término da negociação regular na BM&F, o contrato de DI com vencimento em julho de 2013 (185.000 contratos) marcava 7,42%, igual ao ajuste anterior. O DI com vencimento em janeiro de 2014 (834.665 contratos) apontava 7,91%, de 7,93% na quinta-feira. O juro com vencimento em janeiro de 2015 (400.045 contratos) indicava mínima de 8,28%, de 8,36% antes. O contrato com vencimento em janeiro de 2017 (159.460 contratos) marcava mínima de 8,87%, ante 8,96% na véspera, e o DI para janeiro de 2021 (18.710 contratos) estava na mínima de 9,51%, ante 9,56% no ajuste.

"Os dados do PIB norte-americano trazem certo pessimismo para Bolsas e commodities, o que acabou puxando também os DIs", afirmou o estrategista-chefe do Banco WestLB no Brasil, Luciano Rostagno.

Os EUA informaram um crescimento de 2,5% do PIB no primeiro trimestre deste ano, acima da expansão de 0,4% do trimestre anterior, mas bem abaixo da previsão de alta de 3,2%. O resultado sugere que o País possa ter um desempenho ainda mais fraco no segundo trimestre, segundo economistas.

Com toda a discussão, os indicadores domésticos acabaram em segundo plano. Pela manhã, o BC informou que o estoque de operações de crédito do sistema financeiro cresceu 1,8% em março, ante fevereiro, chegando a R$ 2,426 trilhões. No primeiro trimestre deste ano, a carteira cresceu 2,5% e, em 12 meses, 16,7%. Vale destacar que a inadimplência média no crédito livre caiu para 5,5% em março, de 5,6% em fevereiro.

No que tange à inflação, o Índice de Preços ao Produtor (IPP), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), subiu 0,03% em março, depois de cair 0,35% no mês anterior (dado revisado, de -0,33% originalmente). O setor de alimentação impediu um avanço maior, com contribuição negativa de 0,24 ponto porcentual.

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