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Juros futuros encerram em baixa por Tesouro e dólar

Uma operação antecipada do Tesouro com papéis de longo prazo foi fundamental para a queda nas taxas

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

13 de junho de 2013 | 17h10

Uma série de fatores contribuiu para a queda das taxas futuras de juros nesta quinta-feira, 13, mas a antecipação de uma recompra de papéis prefixados de longo prazo, feita pelo Tesouro, foi fundamental para o movimento. Segundo profissionais da área de renda fixa, com a operação, o Tesouro mostrou que os preços dos juros estavam elevados e tentou recolocar as taxas em um patamar mais em linha com os fundamentos. Além disso, o dólar em baixa após a retirada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em derivativos cambiais e o resultado aquém das expectativas para o varejo brasileiro também foram importantes para acomodar o mercado de juros.

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em outubro de 2013 (148.495 contratos) estava em 8,30%, igual ao ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 (275.830 contratos) marcava 8,72%, ante 8,77%, enquanto o vencimento para janeiro de 2015 (449.815 contratos) indicava taxa de 9,50%, ante 9,73% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 (287.000 contratos) apontava 10,40%, ante 10,65%, enquanto o DI para janeiro de 2021 (44.905 contratos) estava em 10,85%, de 11,09% do ajuste anterior.

"As notícias de hoje favorecem a queda das taxas. Mas a recompra antecipada de NTN-F foi fundamental. O Tesouro, mesmo que indiretamente, acabou colocando um limite de preço mais baixo para o mercado de juros como um todo, especialmente nos vencimentos mais longos", frisou um operador. "Isso fez com que os estrangeiros voltassem um pouco para as taxas longas", completou.

Pela manhã, além dos leilões tradicionais de venda de títulos programados, o Tesouro anunciou que anteciparia a recompra de NTN-F para 2021 e 2023 que estava prevista para a próxima quinta-feira, 20. Mesmo tendo recomprado apenas 200 mil títulos do total de 1 milhão que se dispunha a resgatar, o Tesouro acabou forçando os preços para baixo.

Antes da atuação do Tesouro, as taxas oscilaram entre altas e baixas, mesmo diante do dólar em queda e das vendas fracas do varejo. Na noite passada, o governo retirou o IOF de 1% incidente sobre as posições vendidas em derivativos cambiais que excedessem US$ 10 milhões. Sem essa amarra, o dólar à vista no mercado de balcão terminou em baixa de 0,46%, a R$ 2,1420.

Pelo lado da atividade, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que as vendas do comércio varejista restrito subiram 0,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, abaixo da mediana de 1,00% encontrada pelo AE Projeções. O desempenho do comércio está sendo influenciado, principalmente, pelo grupo de hiper e supermercados, cujas vendas estão caindo por causa da alta da inflação, segundo o IBGE.

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