Juros futuros fecham em baixa após piora do quadro externo

As taxas dos contratos de curto prazo ficaram estáveis, enquanto as de vencimento médio e longo cederam

Denise Abarca, da Agência Estado,

28 de maio de 2010 | 16h58

A correção de alta nos juros futuros nas últimas sessões não encontrou espaço para prosperar hoje, uma vez que o cenário externo voltou a pesar sobre os negócios. As taxas curtas dos contratos futuros de juros ficaram estáveis, enquanto as de vencimento médio e longo cederam. O destaque do dia foi o rebaixamento da nota soberana da Espanha pela Fitch Ratings, que acentuou as preocupações com a crise na Europa e o risco de contaminação em outras economias. No Brasil, a agenda limitou-se ao Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de maio, que veio abaixo da mediana das previsões.

 

Ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o contrato futuro de DI com vencimento em julho de 2010 projetava taxa de 9,845% (mínima), ante 9,83% no ajuste de ontem. O contrato futuro de DI com vencimento em outubro de 2010 operava estável, em 10,58%. Já o DI com vencimento em janeiro de 2011 estava em 10,99%, também estável. O contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2012 caía a 12,05%, ante 12,09% ontem. O DI com vencimento em janeiro de 2014 recuava para 12,29%, de 12,32% ontem.

 

No início da tarde, os mercados, que já se ressentiam da informação de que os gastos dos consumidores nos Estados Unidos ficaram estáveis em abril, ampliaram a tensão. A Fitch reduziu os ratings (classificação) de probabilidade de inadimplência da Espanha em moeda local e estrangeira de AAA para AA+.

 

A agência afirmou que o rebaixamento reflete a avaliação de que o processo de ajuste do país a um nível menor de endividamento vai reduzir materialmente a taxa de crescimento da economia espanhola. A perspectiva para o rating é estável. Outro fator negativo foi a nova advertência da Coreia do Norte sobre a possibilidade de guerra com os sul-coreanos.

 

No Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o IGP-M acelerou para 1,19% em maio, após avançar 0,77% em abril. A taxa mensal ficou dentro das estimativas dos analistas, que iam de 1,12% a 1,50%, mas ficou abaixo da mediana da pesquisa, de 1,28%.

 

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