Juros futuros fecham em baixa, com quadro externo delicado

Mercados começaram o dia ensaiando a recuperação, mas o nervosismo cresceu à tarde

Denise Abarca, da Agência Estado,

18 de maio de 2010 | 17h15

Os juros futuros continuaram a se movimentar sob a influência do quadro externo, que segue inspirando cautela mesmo com a notícia de que a Grécia recebeu hoje 14,5 bilhões de euros da União Europeia. Os contratos de curtíssimo prazo terminaram, novamente, perto dos ajustes anteriores, enquanto os demais recuaram.

 

Ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o contrato futuro de DI com vencimento em janeiro de 2011 projetava 11,03%, ante 11,06% no ajuste de ontem. O contrato futuro de DI com vencimento em julho de 2010 marcava 9,75%, estável em relação ao fechamento anterior. Já o contrato de DI com vencimento em outubro de 2010 estava em 10,55%, de 10,56% ontem. O contrato futuro de DI para janeiro de 2012 recuava de 12,28% para 12,22%, enquanto o DI com vencimento em janeiro de 2014 caía de 12,60% para 12,57%.

 

Os mercados começaram o dia ensaiando a recuperação, mas a disposição ficou no meio do caminho, com o nervosismo voltando a dominar os negócios. A partir das 15h30, as bolsas passaram a acelerar a queda, o dólar passou a subir e o euro era negociado abaixo da marca de US$ 1,22. No mercado de juros, os contratos mais negociados atingiam as cotações mínimas. Em Nova York, o contrato futuro de petróleo com vencimento em junho fechou a US$ 69,41 o barril, o menor patamar desde setembro de 2009.

 

Com as preocupações sobre o futuro da economia das nações europeias como pano de fundo, o estresse na sessão ganhou força com a informação de que a Alemanha é favorável à criação de um imposto sobre os mercados financeiros, como forma de reduzir os custos relacionados à contenção da crise de confiança na zona do euro.

 

Pela manhã, o Ministério das Finanças da Grécia informou ter recebido 14,5 bilhões de euros da União Europeia, correspondente à primeira parcela da ajuda financeira acertada para o país. O valor garante, a princípio, o pagamento de 8,5 bilhões de euros em dívidas que vencem amanhã.

 

No mercado de juros brasileiro, os contratos futuros de curto prazo estão com pouca margem de manobra para oscilar, já que há quase um consenso de que o Comitê de Política Monetária (Copom) não terá muito o que inventar sobre a Selic (a taxa básica de juros da economia) nas próximas reuniões. Os contratos vão devolvendo os prêmios de forma gradual, ajustando-se à ideia de que a melhor alternativa é manter o ritmo das elevações em 0,75 ponto porcentual. Diante do risco de o ciclo total de aperto também ser menor, os contratos com prazos longos sustentam a queda.

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