Juros futuros fecham em baixa na BM&F

A pesquisa Focus trouxe alívio aos investidores, ao mostrar que não houve piora na expectativa para o IPCA em 2011

Denise Abarca, da Agência Estado,

29 de março de 2010 | 17h21

A semana começou tranquila para o mercado de juros, com as taxas futuras de curto e médio prazos entre a estabilidade e a queda e os vencimentos longos dos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) em trajetória firme de baixa. O volume de negócios foi pequeno e, ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em julho de 2010 (27.735 contratos negociados) projetava taxa de 9,18% ao ano, estável em relação ao pregão anterior; o DI de janeiro de 2011 (163.100 contratos negociados) cedia de 10,39% no ajuste da sexta-feira para 10,36% ao ano; o DI de janeiro de 2012 (90.260 contratos negociados) cedia de 11,70% para 11,67% ao ano; o DI de janeiro de 2014 (21.595 contratos negociados) recuava a 12,08% ao ano, de 12,13% na sexta-feira.

 

Pela manhã, a pesquisa semanal Focus trouxe alívio ao mercado ao mostrar que, ao menos esta semana, não houve deterioração da expectativa para o IPCA em 2011, que manteve-se em 4,7%. A piora, há algumas semanas, da mediana para o índice de inflação no próximo ano, horizonte para o qual está voltada a ação de política monetária agora, é um dos argumentos daqueles que defendiam uma elevação da taxa Selic ainda este mês. Para 2010, a expectativa de inflação pelo IPCA aumentou de 5,10% para 5,16%. A pesquisa Focus também mostrou elevação da projeção suavizada para o IPCA em 12 meses, de 4,60% para 4,64%.

 

Sobre a Selic, na Focus, o mercado manteve a previsão de que a taxa básica de juro começará a subir no encontro do Copom de abril, em 0,5 ponto porcentual, para 9,25% ao ano. Nas reuniões seguintes, o mercado espera outras altas, com o juro em 9,75% em junho, 10,25% em julho, 10,75% em setembro e 11,25% em outubro. Após a reunião de outubro, o levantamento aponta estabilidade para a Selic no último encontro do Copom deste ano, em dezembro, e desta forma a Selic terminaria 2010 em 11,25% ao ano. Para o fim de 2011, analistas ajustaram a estimativa para o patamar da taxa básica e a mediana caiu de 11,10% para 11%.

 

Como a ata do Copom indicou que o ciclo de aperto monetário começa em abril, o mercado passa a reunir subsídios para apostar em qual será a magnitude da alta nesse início do processo. Além das expectativas de inflação na Focus, as previsões de inflação do Banco Central para este e o próximo ano, a serem reveladas no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) que será divulgado na quarta-feira, serão importantes para a formação deste cenário. Ainda, os indicadores de preços correntes são considerados cruciais para os prognósticos da política monetária.

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