Juros futuros ficam de lado em dia de liquidez baixa

Os juros futuros ficaram de lado nesta segunda-feira, 26, em um dia de liquidez bastante baixa, em função dos feriados nos EUA e em Londres. Sem o mercado de Treasuries para fornecer direção, as taxas acompanharam basicamente o dólar, que após oscilar entre pequenos ganhos e perdas, terminou literalmente estável.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

26 de maio de 2014 | 17h00

Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do DI para julho de 2014 (11.250 contratos) estava em 10,829%, de 10,830% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2015 (31.000 contratos) marcava 10,90%, de 10,89% no ajuste de sexta-feira. Na ponta mais longa da curva de juros, o DI para janeiro de 2017 (21.700 contratos) apontava 11,81%, exatamente no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (5.550 contratos) registrava 12,19%, também igual ao ajuste de sexta-feira.

A Receita Federal informou hoje que a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 105,884 bilhões em abril e bateu recorde para o mês, um resultado que não teve muito impacto no mercado. Houve uma alta real (com correção da inflação pelo IPCA) de 0,93% ante abril do ano passado. Em relação a março deste ano, a arrecadação apresentou uma alta real de 21,42%. O resultado ficou dentro do intervalo das previsões dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que ia de R$ 102 bilhões a R$ 108,1 bilhões, com mediana de R$ 105,800 bilhões.

Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que a balança comercial teve déficit de US$ 1,134 bilhão na quarta semana de maio (19 a 25), resultado de exportações de US$ 4,349 bilhões e importações de US$ 5,483 bilhões. No acumulado do mês, o saldo comercial está negativo em US$ 345 milhões. Já no ano, o déficit subiu para US$ 5,911 bilhões.

Já nesta manhã, o boletim Focus revelou que as expectativas para as principais variáveis econômicas domésticas seguiram praticamente estáveis na última semana. Em relação à semana anterior, a previsão para o PIB subiu a 1,63% (1,62% antes) para 2014 e recuou a 1,96% para 2015 (2,00% antes); a projeção para o IPCA aumentou para 6,47% (6,43% antes) neste ano e permaneceu em 6,00% para o ano que vem; e a taxa Selic ficou inalterada em 11,25% em 2014, mas baixou a 12,00%, de 12,25% antes, para 2015.

Tudo o que sabemos sobre:
Taxas de juros

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.