Juros futuros ficam entre queda e estabilidade em sessão fraca

Contribuiu o resultado da pesquisa Focus que mostrou que, depois de 18 altas seguidas, projeção para o IPCA  ficou estável

Denise Abarca, da Agência Estado,

31 de maio de 2010 | 16h52

Os juros futuros começaram a semana mais uma vez com sinal de queda nas taxas com vencimento a partir de 2011, enquanto os contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) de curto prazo ficaram estáveis ou levemente pressionados para cima. Em uma sessão pautada pela fraca liquidez - não há negócios nos Estados Unidos e no Reino Unido em razão de feriados -, as ordens de vendas continuaram a prevalecer ante os sinais de desaceleração da inflação doméstica e do conforto trazido pela pesquisa Focus, do Banco Central.

 

Ao término da negociação normal da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o DI com vencimento em julho de 2010 (29.010 contratos) subia a 9,86%, de 9,84% no ajuste da sexta-feira; o DI com vencimento em outubro de 2010 (30.090 contratos) mantinha-se nos 10,58% do ajuste anterior; o DI com vencimento em janeiro de 2011 (93.705 contratos) exibia taxa de 10,96%, ante 10,99% no ajuste anterior; o DI com vencimento em janeiro de 2012 (81.585 contratos) cedia de 12,05% para 11,98%; o DI com vencimento em janeiro de 2014 (7.590 contratos) recuava de 12,29% para 12,23%.

 

"Foi uma sessão de tédio. A única coisa que mereceu comentários foi a pane no sistema da bolsa de manhã", afirmou o gestor de renda fixa Renato Pascon, da Gradual Investimentos. Problemas no sistema de negociação de derivativos, GTS, provocaram a paralisação das operações com DIs e outros ativos na BM&FBovespa. A negociação ficou parada por cerca uma hora e voltou ao normal a partir das 11h05. Segundo Pascon, o evento só não teve consequências mais sérias pelo fato de hoje ser feriado nos EUA e em Londres, o que naturalmente já reduziria a liquidez.

 

Sem os parâmetros dos ativos em Wall Street, o comportamento de algumas medianas da pesquisa Focus serviu de amparo aos vendedores, que também estão na expectativa de um dado mais fraco para a produção industrial amanhã. A pesquisa divulgada pelo Banco Central mostrou que, depois de 18 semanas de altas seguidas, a projeção do mercado para o IPCA em 2010 ficou estável em 5,67%. O IPCA para 2011 foi mantido em 4,80%. As medianas para a Selic ao final de 2010 e 2011 também foram preservadas, respectivamente, em 11,75% e 11,50%.

 

Segundo o levantamento da Agência Estado, as estimativas dos analistas para a produção industrial de abril, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa amanhã, é de queda entre 1,8% e 0,2% na margem, com mediana de -1%, e expansão de 14,7% e 18% em relação a abril de 2009, com mediana de 16,45%.

 

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