Juros futuros mantêm ajuste positivo, em linha com dólar

As taxas de juros futuros abriram em alta nesta quarta-feira, 10, dando continuidade à recomposição de prêmios na curva a termo. Os ajustes positivos se apoiam na indefinição da corrida presidencial e também diante da sucessiva renovação de máximas dos juros dos Treasuries no exterior há pouco. A valorização do dólar ante o real, acompanhando o viés de alta da moeda no exterior, também contribui para fortalecer as taxas.

SILVANA ROCHA, Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2014 | 10h05

Na BM&FBovespa, às 9h45, o DI para janeiro de 2015 permanecia em 10,84%, em linha com o ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 tinha taxa de 11,55%, de 11,49% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2017 seguia em 11,65%, de 11,58% no ajuste de ontem. E o DI para janeiro de 2021 avançava a 11,52%, de 11,39% no ajuste de terça-feira, 09. Em Nova York, o juro da T-note de 2 anos subia a 0,568% e a taxa da T-Note de 10 anos avançava a 2,533%.

Mais cedo, foram divulgados indicadores de emprego do País, que reforçam perspectiva de desaceleração do ritmo de contratações para o terceiro trimestre mas não mexem com a formação de taxas hoje. A Fundação Getulio Vargas informou que o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) recuou 1,2% em agosto ante o mês imediatamente anterior, nos dados com ajuste sazonal, para 73,6 pontos, o menor nível desde maio de 2009. Foi a sexta queda consecutiva do índice, sinalizando continuidade da tendência de desaceleração do ritmo de contratações para o terceiro trimestre. Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) avançou 5,8% em agosto na comparação com o mês anterior, para 71,1 pontos, considerando os dados ajustados sazonalmente. Trata-se da maior alta desde julho de 2013 (7,1%) e o quinto aumento consecutivo.

O IBGE, por sua vez, anunciou que o emprego na indústria caiu 0,7% na passagem de junho para julho, na série livre de influências sazonais. Foi a quarta taxa negativa consecutiva, acumulado retração de 2,4% no período. Na comparação com julho do ano passado, o emprego industrial apontou queda de 3,6%, a mais intensa desde novembro de 2009 (-3,7%). Além disso, trata-se do 34º resultado negativo consecutivo nesta base. O emprego na indústria acumula ainda quedas de 2,6% no ano e retração de 2,2% em 12 meses, até julho.

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