Juros futuros operam sem rumo único

As taxas de juros futuros não exibem uma direção única na manhã desta segunda-feira, 08, e rondam os níveis dos ajustes de sexta-feira, 05, de olho no comportamento dos juros dos Treasuries e do dólar ante o real. O movimento também ocorre em meio às denúncias envolvendo a Petrobras, publicadas em uma revista semanal no fim de semana, que criam as expectativas por novas reviravoltas na corrida presidencial.

DENISE ABARCA, Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2014 | 10h49

No mercado de juros, os DIs estão próximos da estabilidade, acompanhando o comportamento do dólar, de um lado, e também dos rendimentos dos Treasuries, de outro. Perto das 10h10, o DI para janeiro de 2016 tinha taxa de 11,35%, na mínima e no mesmo nível do ajuste de sexta-feira; o DI para janeiro de 2017 estava em 11,27%, de 11,26% no ajuste anterior; e o DI para janeiro de 2021 projetava taxa de 10,95%, de 10,98% no último ajuste.

No mercado de balcão, o dólar à vista subia a R$ 2,2470 (+0,18%). Já nos mercado de bônus nos EUA, o juro da T-Note de 10 anos caía a 2,427%, de 2,454% na tarde de sexta-feira.

No Brasil, o clima é ditado pelas denúncias feitas pelo ex-diretor da estatal petrolífera Paulo Roberto Costa sobre pagamento de propina pela companhia a dezenas de parlamentares, um governador e um senador, que atingem PT, PMDB e PSB, entre outros partidos. As acusações, feitas por meio de delação premiada, podem afetar o quadro eleitoral, o que traz cautela aos investidores. Resta saber se as próximas pesquisas de intenção de voto - a partir de amanhã são esperados os números do Datafolha e da MDA/CNT - já mostrarão impactos das acusações.

Já no exterior, também prevalece a aversão ao risco antes do referendo sobre a independência da Escócia, a ser realizado daqui a dez dias, e também por causa de dados da balança comercial chinesa.

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