Juros futuros recuam após dados positivos nos EUA

O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) opera com taxa de 14,84% ao ano, contra 14,98% do fechamento de segunda-feira. O mercado de juros já havia começado o dia melhor do que o fechamento de ontem e melhorou ainda mais após a divulgação do PPI (inflação ao produtor) dos EUA em abril. O índice cheio veio um pouco mais alto do que as previsões (+0,9%, ante expectativas de +0,8%), mas o seu núcleo, que exclui os preços de energia e alimentos, veio abaixo do esperado (subiu 0,1%, ante estimativas de 0,2%). Além disso, o Departamento do Comércio dos EUA informou queda de 7,4% no número de construções de imóveis residenciais iniciadas em abril, a maior desaceleração desde março de 2005, quando o número despencou 16,1%. A mediana das previsões de 23 economistas consultados era uma queda de 0,5%. O número de permissões para novas construção caiu pela quarta vez em cinco meses, em 5,4% em abril, enquanto os economistas previam queda de 2,1%. Essas informações atenuam a grande preocupação cultivada pelos mercados com a chamada "bolha imobiliária". O próprio presidente do Fed, Ben Bernanke, já tinha indicado antes que a bolha imobiliária iria refluir com gradualismo. Os mercados internacionais tiveram boa reação aos dados e isso foi seguido pelo mercado doméstico. Os títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries) receberam compras e, com isso, o juro da T-Note de 10 anos caiu para 4,1320%, de um nível de 5,1552% antes dos dados. Os futuros de Wall Street também foram impulsionados: o S&P 500 passou a avançar 0,17% e o Nasdaq 100 futuro, 0,20%. Antes dos dados, os índices estavam perto da estabilidade. Em um efeito diretamente associado a Wall Street, as bolsas européias ampliaram os ganhos. Em Londres, o FTSE-100 sobe 0,44% e o CAC-40, de Paris, 0,36%. O dólar é nocauteado por vendas e cai 0,51%, para 109,85 ienes. O euro ganha 0,52%, negociado a US$ 1,2864.

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