Juros futuros se ajustam à decisão do Copom

Impacto do resultado do Copom nas projeções de juros acabou deixando em segundo plano a pesquisa mensal de emprego, referente a junho, divulgada pelo IBGE

Denise Abarca, da Agência Estadp,

22 de julho de 2010 | 16h43

O mercado de juros dedicou-se a reagir à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) ontem, promovendo ajuste de baixa aos contratos com vencimento de curto prazo e de alta aos longos. A aposta de elevação da taxa básica da economia (Selic) em 0,5 ponto porcentual, para 10,75%, era majoritária nas projeções das taxas de juros no mercado futuro, mas não unânime, pois havia também aposta de que o Copom manteria o ritmo de aperto da taxa básica em 0,75 ponto. Sancionada a expectativa de uma política monetária menos severa no curto prazo, os investidores adicionaram prêmios nos contratos longos, em razão do risco de haver pressões inflacionárias no futuro, e estas taxas avançaram.

Ao término da negociação normal da BM&F, o vencimento de depósito interfinanceiro (DI) de outubro de 2010 (274.535 contratos negociados hoje) cedia a 10,76%, de 10,84% ontem; o DI de janeiro de 2011 (754.900 contratos negociados) recuava a 10,88%, de 10,97% ontem; o DI de janeiro de 2012 (362.620 contratos negociados) passava de 11,53% para 11,54%; e o DI de janeiro de 2014 (44.225 contratos negociados) subia de 11,84% para 11,93%.

"Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,75% ao ano, sem viés. Considerando o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos, o Comitê entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo", diz o comunicado divulgado após a reunião de ontem.

O impacto do resultado do Copom nas projeções de juros acabou deixando em segundo plano a pesquisa mensal de emprego, referente a junho, divulgada pelo IBGE. A taxa de desemprego atingiu no mês passado 7% da População Economicamente Ativa (PEA), dado que ficou no piso das estimativas colhidas pelo AE Projeções.

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