Juros futuros sobem com Banco Central e dólar

Os juros futuros iniciaram a terça-feira, 13, em alta, conforme o esperado, sustentados por declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, e pelo dólar. Com o avanço, as taxas de curto prazo passaram a embutir chance maior de elevação de 0,50 ponto porcentual da Selic na reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom). Para a reunião deste mês, as apostas seguem consolidadas em 0,50 ponto porcentual.

RENATA PEDINI, Agencia Estado

13 de agosto de 2013 | 10h57

"Há uma chance maior de 0,50 ponto porcentual em outubro, apesar de predominarem as apostas de 0,25 ponto porcentual", disse o economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, acrescentando que esse aumento ocorreu após discurso feito na segunda-feira, 12, pelo diretor do BC no Pará. Segundo Serrano, o dólar valorizado ante o real contribui para o avanço das taxas futuras, sobretudo as de médio e longo prazos.

Na tarde de segunda-feira, 12, durante apresentação do Boletim Trimestral Regional do BC, Hamilton disse que a inflação mensal tende a ser maior a partir de agora. À noite, em palestra da Universidade da Amazônia, o diretor de Política Econômica frisou que o instrumento mais apropriado para lidar com a inflação é a taxa de juros.

Às 10h20, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 apontava 8,94%, de 8,90% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 9,82%, ante 9,72% no ajuste da véspera e o DI para janeiro de 2017 indicava 11,07% (10,95% no ajuste anterior). O dólar à vista no balcão valia R$ 2,300 (+0,57%).

Os juros futuros chegaram a acelerar a alta, pouco antes desse horário, em linha com o dólar e juros dos títulos do Tesouro dos EUA com a divulgação do resultado das vendas no varejo norte-americano em julho. Segundo o Departamento do Comércio, as vendas cresceram 0,2% no mês passado, após alta de 0,6% em junho e menos do que o previsto (0,3%).

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