Juros futuros têm alta

Sinais externos ajudam a recompor prêmios, já que China evocou seu poderio econômico e determinou clima mais ameno

Patricia Lara, da Agência Estado ,

27 de maio de 2010 | 10h23

A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas

seis principais regiões metropolitanas do País caiu para 7,3% em abril, ante 7,6% em março. O dado endossa a percepção de um quadro aquecido da economia brasileira. Mas o mercado de contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) segue com o foco unidirecional para o exterior, que dá razões para a alta nas taxas. Os sinais externos ajudam a recompor prêmios, já que a China evocou seu poderio econômico e determinou um clima mais ameno para ativos percebidos como mais arriscados.

 

"Os DIs seguem operando com o mercado externo, principalmente com o rumo do S&P 500", comentou um economista de uma das corretoras líderes em negócios com futuros de juros e outros derivativos na BM&Bovespa. "E com o quadro mais ameno devemos ver a recuperação do prêmio no curto prazo, enquanto a ponta longa opera em razão do fluxo".

 

A negativa da China de que estaria saindo de posições alocadas em bônus da dívida europeia, conforme foi ventilado ontem na mídia internacional, é o motivo que conduz um clima benigno para ativos associados a maior risco. As ações são negociadas em alta na Europa e no pré-mercado de Nova York; as commodities sobem e a demanda que sustentava os preços dos Treasuries reflui, gerando a correlata alta no juro projetado.

 

Em relação aos dados do mercado de trabalho brasileiro, os números não trouxeram novidades, apenas confirmam uma atividade aquecida, com pressão de custo salarial. "Confirma uma atividade aquecida, que leva a crer que o Banco Central deve seguir focado na atividade doméstica e em seu impacto em relação ao cenário inflacionário. As autoridades se apegam aos dados que têm em mãos, que corroboram uma continuidade do aperto monetário", comentou o economista.

 

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