Juros futuros têm alta firme na BM&F

Bom humor no mercado internacional embalou compra de contratos

Denise Abarca, da Agência Estado,

27 de maio de 2010 | 17h23

Os juros futuros continuaram com movimentação atrelada aos ativos no exterior, onde o clima de otimismo predomina, com destaque para o comportamento de alta firme das commodities. Esse ambiente conduziu a uma nova sessão de correção para cima das taxas, dado o fato de que até anteontem o mercado era dominado pelas ordens de vendas. A agenda doméstica também trouxe números que ajudaram a embalar o ajuste das taxas, como, por exemplo, a taxa de desemprego  apurada pelo IBGE em abril, no piso das estimativas.

Ao término da negociação normal, os contratos estavam nas máximas. O contrato futuro de Depósito Interbancário (DI) julho de 2010 (766.215 contratos) projetava 9,835% (máxima), de 9,80% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2011 (260.125 contratos), também na máxima, subia a 10,99%, de 10,91% ontem; o DI outubro de 2010 (102.225 contratos) avançava a 10,58% (máxima) de 10,51% ontem; o DI janeiro de 2012 (212.275 contratos) disparava a 12,09% (máxima), de 11,99% ontem.

Os negócios mundo afora foram marcados pelo apetite ao risco desde a abertura, amparados na negativa oficial da China de que esteja revisando sua posição em títulos de dívida de países da zona do euro, assim como também agradou a informação de que o parlamento da Espanha aprovou mais € 15 bilhões (US$ 18,4 bilhões) em cortes no orçamento neste ano e no próximo. Em Nova York, o contrato de petróleo para julho subiu mais de 4%, a US$ 74,55 o barril, maior nível em duas semanas.

No Brasil, os sinais de demanda e atividade aquecidas também justificaram a recomposição de prêmios, pelo risco que representam para as pressões inflacionárias. O IBGE informou que a taxa de desemprego apurada pelo IBGE nas seis principais regiões metropolitanas do País ficou em 7,30% em abril, ante 7,60% em março. O resultado veio no piso das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções (7,30% a 7,80%). Puxado em boa medida pela recuperação da arrecadação, o superávit primário do setor público atingiu R$ 19,789 bilhões em abril, o terceiro melhor para todos os meses da série histórica do Banco Central.

 

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