Juros futuros têm leve avanço com melhora externa

Indicadores norte-americanos e revisão da OCDE para crescimento mundial animaram mercados

Denise Abarca, da Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 16h59

O ambiente mais positivo no exterior abriu espaço na curva de juros para a recomposição dos prêmios que vinham sendo devolvidos há várias sessões e as taxas registraram leve avanço. A melhora do apetite ao risco traduziu-se em altas das ações e dos preços do petróleo, embora o euro permaneça castigado pelas preocupações com relação à situação na Europa, sobretudo o setor financeiro.

Ao término da negociação normal, o contrato futuro de depósito interbancário (DI) janeiro de 2011 (317.670 contratos) subia a 10,91%, de 10,86% no ajuste de ontem; o DI outubro de 2010 (85.405 contratos) projetava 10,51%, de 10,46% ontem; o DI janeiro de 2012 (187.195 contratos) avançava a 11,99%, de 11,95% ontem; e o DI janeiro de 2014 (12.700 contratos) projetava 12,27%, de 12,25% ontem.

O clima mais ameno nas bolsas internacionais foi amparado pelo relatório da OCDE, segundo o qual a atividade econômica nos países membros do grupo está crescendo mais rapidamente do que o esperado, e de dados favoráveis sobre a economia dos EUA - encomendas de bens duráveis e vendas de imóveis novos acima do previsto. Ainda, os leilões de títulos realizados pela Itália e Portugal foram considerados bem-sucedidos, tendo atraído demanda a despeito do quadro difícil apresentado por suas contas públicas.

A agenda interna de indicadores ficou em segundo plano. O Banco Central informou os indicadores de crédito relativos a abril, que mostraram alta nos estoques e nos juros cobrados, mas queda na inadimplência e nos spreads. A Abras divulgou queda nas vendas dos supermercados em abril ante março e a Fundação Seade/Dieese informou que a taxa de desemprego caiu nas sete das principais regiões metropolitanas do País para 13,3% em abril, ante 13,4% em março. Há pouco, o Tesouro divulgou que o Governo Central em abril teve superávit de R$ 16,576 bilhões, o maior patamar desde abril de 2008.

 

Tudo o que sabemos sobre:
jurosSelicCopomBCcrise

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.