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Juros futuros têm leve queda com mau humor externo

 DI janeiro de 2013, com movimento de 218.485 contratos, fica em 10,06%

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2011 | 16h50

O noticiário externo, depois de alguns dias de quase inatividade, voltou a dar o ar da graça hoje e ditou o ritmo do mercado futuro de juros. Logo pela manhã, as taxas projetadas pelos DIs subiram em reação ao bom resultado do leilão de títulos da Itália, com demanda elevada e yields em queda. Depois, o temor de que o leilão de bônus a ser feito pelos italianos amanhã não tenha um bom desempenho, junto com o novo recorde de depósitos overnight no Banco Central Europeu (BCE) e com a informação do Fundo Monetário Internacional de que não há prazo para que se discuta uma ajuda à Hungria, transformou o otimismo em pessimismo e levou as taxas futuras para baixo. Por aqui, o resultado primário do setor público consolidado surpreendeu positivamente.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013, com movimento de 218.485 contratos, cedia a 10,06%, de 10,10% no ajuste anterior, enquanto o DI janeiro de 2014 (58.420 contratos) recuava para 10,50%, de 10,53% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (14.180 contratos) indicava 10,99%, de 11,01% ontem, e o DI janeiro de 2021 (4.115 contratos) marcava 11,16%, ante 11,18% no ajuste.

Internamente, o resultado primário do setor público consolidado atingiu R$ 8,204 bilhões em novembro, segundo revelou o Banco Central. O valor ficou acima do teto previsto por analistas consultados pelo AE Projeções, que era de R$ 7,8 bilhões, e ajudou o superávit acumulado no ano a atingir R$ 126,777 bilhões, o que corresponde ao cumprimento de 99,9% da meta para 2011, que é de R$ 127,9 bilhões. De janeiro a novembro, o superávit primário equivale a 3,36% do PIB.

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