Juros futuros têm leve queda na BM&F

Mercado recua nas apostas de corte de 0,75 ponto porcentual da taxa Selic, optando por 0,50

Denise Abarca, da Agência Estado,

22 de abril de 2010 | 17h13

O mercado doméstico retomou os negócios nesta quinta-feira após o feriado do Dia de Tiradentes e, no segmento de juros futuros, as taxas encerraram a negociação normal na Bolsa de Mercadorias & Futuros em leve baixa. O depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em junho de 2010 (189.690 contratos negociados hoje) projetava taxa de 9,13% ao ano, de 9,14% no ajuste de terça-feira; o DI futuro com vencimento em julho de 2010 (515.545 contratos negociados) tinha taxa de 9,387% ao ano, de 9,40% no ajuste anterior; o DI de janeiro de 2011 (308.550 contratos negociados) caía a 10,68% ao ano, de 10,71% no ajuste da terça-feira ; e o DI com vencimento em janeiro de 2012 (125.085 contratos negociados) ficou estável em 12,09% ao ano.

 

Sem agenda relevante de eventos e indicadores, o mercado deu sequência ao movimento visto na última sessão e os contratos de curto prazo operaram sob um ligeiro viés de queda, enquanto os DIs longos sofreram pressão na maior parte do dia, aliviada somente na última hora da negociação normal conforme a aversão ao risco externa também perdia fôlego. O comportamento da curva foi atribuído à continuidade do desarme de posições montadas na aposta de alta de 0,75 ponto porcentual da taxa Selic na reunião do Copom na semana que vem, com alguma migração para a opção de avanço de 0,5 ponto porcentual.

 

O fluxo vendedor voltou ao mercado com o IPCA-15 de abril dentro das expectativas e com a leitura que os investidores vêm fazendo das declarações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Após afirmar anteontem que o ritmo de crescimento da economia não surpreende, hoje, em entrevista à Agência Estado, Meirelles disse ser evidente que nenhum BC decide subir juros mais do que o necessário para manter a inflação na meta. Segundo ele, no regime de metas de inflação, o BC implementa uma estratégia de política monetária visando assegurar a convergência da inflação para o centro da meta no horizonte relevante que, neste caso, são os 12 meses à frente e o ano de 2011.

 

O único evento potencialmente relevante para o segmento de juros nesta quinta-feira seria o leilão de prefixados do Tesouro Nacional. Mas operadores relativizaram o peso da operação sobre os DIs, afirmando que os lotes foram pequenos. Do mesmo modo, minimizaram o fato de a instituição não ter vendido integralmente os lotes, alegando que provavelmente o Tesouro não quis sancionar taxas elevadas pedidas pelo mercado.

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