Juros futuros terminam em queda após fala de Tombini

Presidente do BC afirmou aperto monetário já mostra alguns resultados, visto que a inflação diminuiu cerca de um ponto porcentual em 12 meses

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2014 | 17h01

As taxas futuras dos juros fecharam a sessão em baixa, conduzidas pelo tom mais suave das declarações feitas nesta terça-feira, 18, pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sobre a inflação. Os comentários elevaram as apostas de que o ritmo de elevação da Selic poderá ser reduzido para 0,25 ponto porcentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, prevista para a semana que vem.

No fim do pregão regular do mercado de juros, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em abril de 2014 (241.140 contratos) indicava 10,547%, na mínima, ante 10,558% no ajuste de segunda. O DI para janeiro de 2015 (523.495 contratos) tinha taxa de 11,12%, no menor patamar da sessão, ante 11,22% na véspera. O DI para janeiro de 2017 (233.585 contratos) apontava 12,48%, de 12,58%, e o DI para janeiro de 2021 (28.240 contratos) marcava 13,01%, de 13,06% no ajuste anterior.

Em entrevista à imprensa estrangeira, Tombini afirmou que o ciclo de aperto monetário iniciado em abril do ano passado já está mostrando alguns resultados, visto que a inflação em 12 meses diminuiu cerca de um ponto porcentual, para 5,6%, e voltará para a meta de 4,5% "nos próximos trimestres". Ele disse também que o BC vai fazer o que for preciso para levar a inflação para baixo e manter o mercado de câmbio sob controle. Segundo Tombini, não há necessidade de usar as reservas no mercado de câmbio no momento para conter a desvalorização do real, mas se for preciso elas podem ser acionadas no futuro.

A queda dos juros domésticos ocorreu a despeito da alta do dólar. No fim do dia no balcão, a moeda dos EUA fechou em alta de 0,25% ante o real, cotada a R$ 2,3930.

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