Juros fututos têm alta

Sem influência significativa nos DIs, mais um dado de inflação doméstica indicou desaceleração

Patricia Lara, da Agência Estado,

26 de maio de 2010 | 10h15

As tensões sobre a crise fiscal na Europa e o sistema financeiro da região, a crise na península coreana e o ritmo de desaceleração da economia da China continuam as mesmas, mas o movimento de recompra técnica de ações e commodities no exterior deve ajudar na recomposição de prêmios na curva futura de juros, que abriu em alta nas taxas dos contratos de depósitos interfinanceiros (DI). Um tom mais otimista das projeções da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e resultados considerados favoráveis em leilões primários de países soberanos europeus periféricos ajudam na ambientação externa, enquanto a agenda interna tem como destaque os dados do Banco Central sobre operações de crédito em abril.

 

A OCDE elevou a perspectiva de crescimento para os 31 países que integram esse grupo de 1,9% para 2,7% neste ano e de 2,5% para 2,8% no próximo ano. Em relação ao Brasil, o organismo defendeu a remoção de estímulos fiscal e monetário o quanto antes para conter as pressões inflacionárias em formação diante da estrondosa demanda doméstica.

 

Na esfera dos leilões de títulos públicos europeus, quem paga mais, vende mais. Portugal colocou hoje papéis soberanos com vencimento em 2015 com um juro maior, mas vendeu o lote integral. A Itália também atraiu uma demanda positiva, também oferecendo uma taxa melhor ao comprador. Já a Alemanha ofereceu um rendimento pouco compensador para os seus títulos de cinco anos e não viu a demanda pretendida.

 

Esses fatores devem conduzir recomposição de prêmios nos DIs nesta manhã em que o petróleo subia. As ações sobem no pré-mercado de Nova York e no pregão regular na Europa. O euro apresenta relativa estabilidade. Sem influência significativa nos DIs, mais um dado de inflação doméstica indicou desaceleração hoje. O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M), que mede a inflação na construção civil, subiu 0,93% em maio, abaixo do resultado de abril, quando avançou 1,17%.

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