Juros longos recuam com receio de abismo fiscal nos EUA

Depois de oscilar entre altas e baixas na primeira hora de negócios, os juros futuros passaram a cair, sobretudo no trecho longo da curva. A queda é atribuída ao pessimismo externo, a despeito das vendas do varejo restrito dentro do esperado e do varejo ampliado pouco acima das estimativas.

RENATA PEDINI, Agencia Estado

13 de dezembro de 2012 | 11h36

Por volta das 11h10, na BM&FBovespa, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2014 projetava taxa de 7,07%, ante 7,08% no ajuste de quarta-feira (12); o DI para janeiro de 2015 tinha taxa de 7,59%, de 7,60% na véspera; e o DI para janeiro de 2016 marcava 8,12%, de 8,13% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 tinha taxa de 8,44%, de 8,48% e o DI para janeiro de 2021 apontava 9,19%, na máxima, de 9,23%.

Luciano Rostagno, estrategista-chefe do WesLB, lembra que a curva a termo chegou a abrir levemente após os resultados do varejo, porém "a preocupação com o abismo fiscal acabou prevalecendo e inverteu a tendência positiva". Além disso, a notícia de que o Japão deve evitar novas medidas de relaxamento na reunião de política monetária da próxima semana contribui para o movimento de queda dos DIs, segundo ele.

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