Juros recuam com dados dos EUA

A inflação ao consumidor e a atividade industrial nos EUA em agosto reforçaram ontem a aposta dos analistas de que o Federal Reserve manterá os juros estáveis em sua próxima reunião. Os mercados domésticos receberam a notícia com queda dos juros e do dólar ante o real. A Bovespa não definiu tendência e fechou praticamente estável, refletindo o exercício de opções na segunda-feira e as oscilações de Petrobrás. As bolsas tiveram dia positivo em Nova York. A Bovespa oscilou bastante, sem firmar tendência, e fechou praticamente estável. O mercado doméstico ressentiu-se da falta de capital externo, além de ter operado sob a influência do vencimento de opções sobre ações, marcado para a próxima segunda-feira. Petrobrás, novamente, foi destaque. As ações PN da empresa foram as mais negociadas e caíram 0,71%. O Índice Bovespa fechou em alta de 0,05%, aos 36.169 pontos. Os índices dos EUA abriram caminho para mais um dia de queda do dólar, que fechou cotado por R$ 2,152, um recuo de 0,51% na comparação com quinta-feira. Exceto no período da manhã, que teve algum ânimo por causa dos indicadores externos, os negócios transcorreram num clima quase modorrento durante o expediente. O mercado de juros encerrou a semana bem melhor do que começou. O estresse na segunda-feira causado pela forte queda dos preços das commodities mexeu com os ativos domésticos, mas, pouco a pouco, os DIs foram concentrando o foco nos dados internos e diminuindo as taxas. Até porque a inflação - e os juros - só têm a ganhar com os preços mais reduzidos desses produtos. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2008, o mais líquido, fechou em 13,62%, ante taxa de 13,70% na quinta e de 13,71% de sexta-feira passada. O DI de janeiro de 2007 encerrou a 13,82%, ante 13,85% de quinta e de 13,86% do último dia da semana passada.

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