Juros segue atrativo e dólar deve manter-se em queda, estima Fair Corretora

Brasil propicia operações altamente rentáveis às instituições que captam recursos no exterior, afirma diretor  

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado ,

18 de maio de 2011 | 18h20

O dólar deverá manter a sua tendência de queda frente ao real porque a taxa nominal de juro vigente no Brasil propicia operações altamente rentáveis às instituições que captam recursos no exterior, mesmo com as limitações impostas pelo governo à entrada de recursos estrangeiros no País. A avaliação é do diretor de câmbio da Fair Corretora de Câmbio e Valores, Caio Lucchese.

Ele concorda que parte da queda do dólar nos últimos dias tem relação com a aceleração do ritmo de captações no exterior com prazos mais longos, mas insiste que o principal fator de atração de recursos externos é a elevada taxa de juros. "Para um grande banco que tem acesso a recursos no Japão a uma taxa de juro zero, faz um swap em Nova York e manda os recursos para o Brasil, a operação é muito rentável. Trata-se de uma renda periférica que pode ajudar inclusive nos balanços dos bancos", diz o diretor da Fair Corretora.

Lucchese diz não ter dúvida de que os grandes bancos estão forçando a queda do dólar frente ao real por meio do alongamento do prazo nas captações como forma de fugir do pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de até dois anos. "Com certeza ninguém vai querer pagar 6% sobre o ingresso de capital porque essa é quase a rentabilidade de uma operação. Mas não é só isso", diz o executivo.

Por outro lado, Lucchese acha difícil o governo vir a anunciar medidas no sentido de estender a cobrança do IOF sobre o ingresso de capital estrangeiro no Brasil independente de prazo. Na avaliação do diretor do da Fair Corretora, "o governo não pode dar-se ao luxo de dificultar mais a entrada ou a saída de capitais no Brasil porque o Tesouro depende destes recursos para financiar a dívida pública."

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