Juros seguem com giro baixo e taxas estáveis no final

Taxas foram afetadas durante o pregão pela divulgação do IGP-M, que desacelerou para 0,02% em outubro

Márcio Rodrigues, da Agência Estado,

30 Outubro 2012 | 17h08

Novamente com volume reduzido, as taxas intermediárias e longas de juros experimentaram nesta terça-feira um novo dia com predominância do viés de baixa. No fim do pregão, porém, a exemplo do que ocorreu na véspera, os juros voltaram para perto dos ajustes. A agenda e os mercados externos seguem esvaziados, uma vez que as bolsas norte-americanas permanecem fechadas devido à presença da supertempestade Sandy na costa leste dos Estados Unidos.

Nesse ambiente, a forte desaceleração do IGP-M de outubro, para alta de 0,02%, ante 0,97% em setembro, diluiu um pouco os temores com a inflação e ajudou a manter o viés baixista sobre o mercado de juros ao longo da sessão. No âmbito internacional, a contração menor do que o previsto para a economia da Espanha ajudou os mercados acionários do Velho Continente.

Ao término da negociação normal na BM&F, a taxa do contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2014 (81.385 contratos) marcava 7,34%, nivelada ao ajuste. A taxa para janeiro de 2015, com 60.140 contratos, estava em 7,81%, de 7,79% na véspera. Entre os vencimentos mais longos, o DI para janeiro de 2017 (80.450 contratos) apontava em 8,50%, de 8,48% no ajuste, e o DI para janeiro de 2021 (10.470 contratos) marcava 9,11%, ante 9,10%.

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o IGP-M deste mês ficou abaixo da mediana das estimativas coletadas pelo AE Projeções, de 0,11%. Segundo analistas, aparentemente, o índice absorveu o choque de preços sofrido pelos itens agrícolas devido à seca nos EUA.

No âmbito fiscal, o Banco Central informou que o superávit primário do setor público consolidado (Governo Central, governos regionais e empresas estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras) ficou em R$ 1,591 bilhão em setembro - abaixo do piso das estimativas apuradas pelo AE Projeções, de R$ 2,35 bilhões. No acumulado até setembro, o superávit ficou em R$ 75,816 bilhões, equivalente a 2,33% do PIB. A meta é de 3,1% do PIB.

No exterior, as atenções seguiram voltadas para a supertempestade Sandy e seus efeitos sobre as regiões onde passou, no nordeste dos EUA - a área mais populosa do país. Não houve negócios no pregão físico das bolsas nem no mercado de Treasuries. A normalização dos negócios deve começar na quarta-feira. A Nyse Euronext informou que vai reabrir para operações normais em coordenação com todos os mercados de ações, bônus, opções e derivativos.

Enquanto isso, a Espanha teve uma notícia positiva. O país ibérico anunciou contração de 0,3% no terceiro trimestre, em comparação com o segundo. O declínio foi levemente menor do que 0,4% previsto pelo Banco da Espanha na semana passada. O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de varejo da zona do euro, porém, caiu para 45,3 em outubro, da máxima em três meses de 47,1 atingida em setembro.

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