Juros seguem em movimentos opostos com IPI prorrogado

Os contratos futuros de juros operam com rumos divergentes nesta quinta-feira em que reagem ao resultado do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que sinalizou ter acabado com a possibilidade de promover nova queda de 0,50 ponto porcentual da Selic em outubro. Mas, após cortar a Selic de 8% para 7,50% na quarta-feira, o Copom usou um comunicado que deixa a porta aberta para nova flexibilização monetária. Disse que, se houver necessidade, o ajuste seria realizado com "máxima parcimônia".

PATRICIA LARA -, Agencia Estado

30 de agosto de 2012 | 11h38

Diante do recado do comunicado, os analistas estão divididos. Um grupo considera que não haverá necessidade de novo corte de juros e prevê manutenção da Selic em outubro. Outros acreditam que a máxima moderação significa apenas mais uma queda de 0,25 ponto porcentual em outubro. Outros, porém, não descartam duas reduções de 0,25 ponto porcentual.

Às 11h14, a taxa do contrato janeiro de 2013 subia para 7,26%, de 7,21% no ajuste. No vencimento outubro de 2012, a taxa, porém, estava em queda para 7,33%, de 7,38% no ajuste. Nos longos, a taxa projetada para janeiro de 2017 estava em 9,12%, de 9,14%. No janeiro de 2021, a taxa apontava 9,69%, de 9,75% no ajuste.

Enquanto a postura mais conservadora do BC traz razões para o mercado esvaziar a expectativa de aperto monetário em 2013, faz pressão no sentido contrário o fato de o governo prorrogar vários benefícios fiscais para estimular investimentos e demanda. O efeito potencial dessas medidas é incerto, mas o pacote envolve renúncia fiscal, o que pode comprometer o superávit primário. O compromisso fiscal é um dos pilares importantes para controle da inflação.

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