Juros sobem em linha com movimento do dólar

Os juros futuros abriram em leve alta nesta terça-feira, 19, seguindo o dólar e reagindo a dados sobre a economia dos Estados Unidos. Além disso, os investidores digerem as novidades no cenário político doméstico.

ÁLVARO CAMPOS, Estadão Conteúdo

19 de agosto de 2014 | 10h09

Por volta das 9h30, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2016 apontava 11,30%, de 11,25%. O contrato para janeiro de 2017 indicava 11,42%, de 11,37%. E o janeiro 21 mostrava 11,57%, de 11,52%. No mercado de câmbio, o dólar à vista no balcão subia 0,22%, a R$ 2,2630. Já o yield da T-note de 10 anos estava em 2,378%, de 2,391% no fim da tarde de ontem.

Hoje, foi revelado que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,1% em julho ante junho, em linha com as previsões. Já o núcleo do índice, que exclui os preços voláteis de inflação e alimentos, avançou 0,1%, quando a previsão era de alta de 0,2%. Enquanto isso, as construções iniciadas de moradias no país saltaram 15,7% em julho ante junho, bem melhor que a projeção de +7,6%.

Entre os indicadores domésticos, a segunda prévia do IGP-M de agosto confirmou as expectativas e caiu 0,35%, ante recuo de 0,51% na segunda prévia do mesmo índice de julho. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam taxa entre -0,42% a -0,21%, mas a queda foi maior que a mediana das expectativas, de -0,32%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,34% na segunda prévia de agosto, acelerando-se da alta de 0,21% na primeira leitura deste mês. As projeções iam de +0,24% a +0,38%, com mediana de +0,29%.

O IBGE informou que a receita bruta nominal de serviços subiu 5,7% em junho ante o mesmo mês do ano passado e agora acumula alta de 7,4% no ano e 8,0% em 12 meses. Foi o menor crescimento da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em janeiro de 2012.

Na entrevista concedida na noite de segunda-feira, 18, no Jornal Nacional, a presidente Dilma Rousseff foi questionada sobre três temas: corrupção, saúde e economia. Ela afirmou que seu governo enfrentou a crise econômica sem provocar arrocho à população. Ao falar sobre saúde, disse que a responsabilidade deve ser compartilhada entre as três esferas de poder, e defendeu o Mais Médicos, sua principal bandeira no setor. A presidente também defendeu os ministros afastados após denúncias e afirmou que seu governo foi o que criou mais mecanismos de combate à corrupção.

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