Juros sobem na abertura na BM&F, cautelosos com Fed

O mercado de juros ainda deve prosseguir na defensiva nesta terça-feira, na expectativa pela reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) amanhã e, principalmente, pelo comunicado que deverá ser divulgado em seguida, com sinalização de pausa ou de continuação do aperto monetário nos Estados Unidos. Mas hoje, no mercado doméstico, a atração principal é o leilão de NTN-B (títulos pós-fixados, indexados ao IPCA, série B) - primeira etapa -, cujo edital trouxe várias novidades em relação aos leilões anteriores e, em princípio, agradou ao mercado desde ontem. O volume da oferta é maior do que o dos leilões passados: serão, ao todo, 1,250 milhão de papéis na primeira etapa (hoje) e 2 milhões na segunda. Não serão oferecidos mais os dois vencimentos curtos (2008 e 2010). Os seis vencimentos que irão a leilão foram divididos em dois grupos, Grupo 1 e Grupo 2, que terão limites de venda específicos. O que pode significar que o Tesouro trabalha com uma estratégia específica para venda de títulos de curto e longo prazos (o volume ofertado de papéis de curto prazo será ligeiramente inferior). A primeira leitura do mercado ontem foi a de que o leilão, se bem sucedido hoje (demanda boa e preço razoável), pode significar que o Tesouro não precisará ofertar lotes grandes de prefixados na quinta-feira. Ora, justamente, o mercado apontava para uma certa saturação de pré, com tendência a prêmios de riscos maiores. Por isso, o mercado não piorou de humor quando a portaria foi anunciada. "O Tesouro está fazendo um teste: se perceber que o mercado consegue absorver bem as NTN-Bs, então o leilão de prefixados, na quinta-feira, não precisará ser tão pesado", disse um operador ouvido pela editora. Às 10h10, a taxa do contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) estava em 14,73%, ante 14,70%.

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