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Juros sobem pressionados por leilão do Tesouro

O mercado de juros abriu o dia já com alguma pressão de alta sobre as taxas de depósito interfinanceiro (DI) futuro na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). E tem três boas razões para isso: a alta dos juros dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (sobretudo após a divulgação do custo da mão-de-obra nos EUA no primeiro trimestre), a elevação no dólar e o leilão de títulos prefixados a ser feito hoje pelo Tesouro Nacional. "É mais o leilão do que qualquer outra coisa", afirmou há pouco um experiente operador. Os juros já estavam na defensiva ontem, pelos mesmos três motivos, especialmente a expectativa do leilão, cujas características foram anunciadas ao final da tarde. Serão ofertados hoje pelo Tesouro 7 milhões de LTN (pós-fixado) e 600 mil NTN-F (pós-fixada indexada ao IGP-M, série F), em um leilão em que estrearão títulos com vencimentos mais longos - NTN-F 2014 e LTN 2009. O volume de oferta é considerado muito elevado - sobretudo das NTN-F longas - e já se esperava que o mercado pedisse prêmios mais altos pelos papéis no leilão desta quinta-feira, sobretudo porque está bem alavancado em prefixados. E o vencimento de títulos em maio é pesado - R$ 30,8 bilhões, sendo R$ 27,9 bilhões em LFTs (pós-fixada indexada à Selic). Mas o mercado também lembra das palavras do secretário do Tesouro, Carlos Kawall (reiteradas ontem), de que o Tesouro não vai pagar qualquer preço para a colocação dos papéis. "Tomara que não pague mesmo e não corrobore com o prêmio pedido, senão o mercado vai ficar ainda mais estressado à tarde", chegou a dizer uma fonte. Os dados de produtividade e custo da mão-de-obra nos EUA, divulgados pela manhã, estimulam a aceleração das vendas de Treasuries, projetando o juro do título de 10 anos em alta de 0,81%, para 5,1669%. O juro do papel de 30 anos subia 0,94%, para 5,2609%. A produtividade nos setores não agrícolas nos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 3,2%, segundo dados preliminares, no primeiro trimestre. A produção cresceu 5,8%, enquanto as horas trabalhadas aumentaram 2,5%. A compensação por hora trabalhada subiu 5,7%, após aumento de 2,7% no quarto trimestre. Com isso, o custo da mão-de-obra subiu 2,5%, bem acima da variação de 1,2% prevista, após aumento de 3% no quarto trimestre. Isso pesou muito para o mercado lá fora. O Banco Central Europeu, por sua vez, prometeu manter forte vigilância sobre a estabilidade dos preços na zona do euro, reforçando sinais de que haverá um aperto monetário na região. Às 10h24, o a projeção do juro do DI com vencimento para janeiro de 2008 (o mais negociado) estava em 14,66%, ante 14,65% ontem (ajuste igual); a taxa do DI-janeiro/07 estava em 14,76% (14,76% ontem, ajuste igual); o juro do DI-julho/06 estava em 15,39% (15,38% ontem; ajuste a 15,37%). O AE-Projeções, da Agência Estado, divulgou pela manhã as projeções de mercado para a produção industrial de março, dado que será divulgado amanhã cedo: elas variam de -1,7% a +0,60% ante fevereiro, com mediana em -0,30%.

Agencia Estado,

04 de maio de 2006 | 10h23

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